Muguruza: «Ganhar de novo Roland Garros seria chocante para mim»

Garbine Muguruza está de volta ao torneio onde no ano passado fez valer toda a sua competência e habilidade tenística, para viver o momento mais importante da sua carreira, mas é com a cautela própria de quem tem feito resultado bem modestos que encara a 116.ª edição de Roland Garros.

Na primeira conversa com os jornalistas presentes em Paris, a campeã em título diz estar a fazer de tudo para trocar as voltas à pressão. “Estou a tentar encará-lo como um torneio normal, ainda que saiba que é mentira, mas estou a tentar”, revelou a espanhola de 23 anos. “É um Grand Slam, quero jogar bem. E tenho este troféu, quero voltar a ganhá-lo”.

Ainda assim, “voltar a ganhar seria chocante para mim. Não vou dizer que basta repetir o que fiz no ano passado, porque é muito difícil. Vou concentrar-me em jogar o máximo de encontros possível”, acrescentou Muguruza, admitindo que em Paris sente não só “maior pressão”, como “maior responsabilidade”.

Desde que pisou a terra batida parisiense no ano passado, a número cinco do ranking WTA diz ter mudado sobretudo a forma como enfrenta os desafios. “Melhorei a forma como encaro os encontros. Antes ficava frustrada mais rapidamente, mas agora tento inverter a situação. Uma das coisas que tenho tentado melhorar é a regularidade, que é muito importante no ténis atual. E, se quero estar nos lugares cimeiros da classificação, preciso de melhorar isso”, concluiu.

Muguruza tem estreia marcada com alguém que sabe também o que é vencer na Catedral da terra batida: Francesca Schiavone, campeã em 2010. Relembre-se que a espanhola passou por Estugarda e Madrid sem conhecer o sabor da vitória, tendo atingido as meias-finais em Roma, na semana passada.