Luta pela marca RF entre Nike e Federer promete ser dura

Roger Federer passou da Nike para a Uniqlo, deixando para trás a marca RF, com a convicção que a iria recuperar em breve. Março de 2019 foi a data que veio a público para a entrega do valioso símbolo pela Nike, mas, de acordo com Jacqueline Pang, advogada especializada em marcas registadas, que trabalha no escritório de advocacia PI Mewburn Ellis, tudo depende do contrato assinado entre as partes.

“A Nike tem, à partida, um caminho difícil de percorrer no que diz respeito a relações públicas: reter a marca legalmente seria uma vitória inesperada, considerando que isso significaria afastar os seus leais e efusivos fãs do próprio Federer, sobre quem supostamente recai o valor da marca”, disse a advogada, como se pode ler na imprensa internacional. “Mas, como sempre, depende do que contrato estabelecidos entre a Nike e o Federer, e em que moldes foi feita a previsão de uma situação destas”.

“Em relação a isso, a posição da Nike parece sair fortalecida, já que possui os direitos do logótipo RF pelo mundo todo. A menos que esteja mencionado no contrato o contrário, a Nike poderia manter os direitos de autor da marca e continuar a explorá-la. Nesse caso, também estaria em posição de impedir que o Federer ou qualquer outra entidade (a Uniqlo, por exemplo) usassem o logo RF ou algo semelhante nas suas roupas e produtos relacionados”.

Sobre a os confiantes comentários de Federer em Wimbledon, Jang considera avança duas hipóteses. “Podem sugerir que já estão em andamento negociações para que os direito da marca sejam transferidos para o Federer ou que haja uma cláusula no contrato que preveja essa situação. Ou pode ter sido simplesmente um jogada astuta de Federer para pressionar a Nike”.