Nadal sobre os Jogos Olímpicos em Roland Garros: «Teria de ir como treinador»

Confesse: fez de cabeça ou precisou da ajuda dos dedos para fazer contas aos anos que Rafael Nadal terá em 2024, no exacto momento em que soube que os Jogos Olímpicos vão levantar pó em Roland Garros? É que, convenhamos, seria a despedida perfeita para um perfeito registo na catedral da terra batida.

“Se falássemos dos [Jogos Olímpicos] de Tóqui em 2020, mas 2024… Será em terra batida, mas teria de ir como treinador (risos)”, gracejou o dez vezes campeão do Grand Slam parisiense, em entrevista ao El Español. “Faltam sete anos e eu terei 38 anos. Jogo ténis há 300 anos, não me parece que continue a jogar até aos 38, muito menos ser competitivo a esse nível”.

Ainda assim, Nadal prefere deixar o futuro nas mãos do destino, até porque as suas vão estar ocupadas a trabalhar para chegar a Tóquio pronto para lutar pelo ouro, dentro de três anos. “É o que prevejo hoje, mas não posso saber o que vai acontecer daqui para a frente. Não sou bruxo. O ano de 2024 está muito longe, gostava de chegar aos Jogos Olímpicos de 2020. Esse seria um grande objetivo”, confessa.

Sobre essa possível carreira como treinador, o maiorquino de 31 anos admite não estar para aí virado, mas prefere deixar a possibilidade no ar. “Não sei se seria um bom treinador ou não. Neste momento, não me questiono sobre isso, mas há muitos jogadores que disseram que nunca seriam treinadores e eles aí estão”.

“Agora, não me vejo nesse papel. Outra coisa é estar na academia com os jovens, diariamente, a jogar com eles. Mas nunca se sabe o que vai acontecer no futuro. Vejo-me na academia, em vez de andar a viajar durante várias semanas com um jogador. Dentro de cinco-dez anos veremos”, concluiu o número um mundial, campeão de 16 títulos majors e medalha de ouro em singulares, em Pequim 2008, e em pares, no ano passado, no Rio de Janeiro.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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