Jim Courier: «A situação foi politizada. O Carlos limitou-se a aplicar as regras»

Carlos Ramos está prestes a subir à cadeira para arbitrar a meia-final da Taça Davis, entre a Croácia e os Estados Unidos, depois da semana polémica que se seguiu à final feminina do Open dos Estados Unidos. Quase uma semana depois, o episódio vivido com Serena Williams está vivo o suficiente para ser assunto durante a conferência de imprensa de antevisão do embate que se joga em Zadar, na Croácia.

Jim Courier, selecionador dos EUA, foi pragmático ao analisar a atitude do árbitro português perante as irregularidades cometidas pela ex-número um mundial. “A situação tem sido polarizada e politizada”, começou por dizer Courier à The Associated Press. “Mas não tenhamos dúvidas de que o Carlos se limitou a aplicar as regras da forma como eles as encara”, sublinhou o antigo número um mundial, referindo-se às três penalizações que Carlos Ramos aplicou a Serena: por coaching, destruição da raquete e insultos dirigidos ao árbitro.

Sem se comprometer demasiado, os compatriotas de Serena foram sublinhando a rectidão de Carlos Ramos no sábado passado:

Steve Johnson: “Não quero que interpretem isto mal, mas ele fez cumprir as regras que me foram aplicadas ao longo dos anos. Nunca fui penalizado por coaching (receber orientações do treinador a partir da bancadas), mas sim por partir a raquete, por abuso verbal. Faz parte do ténis. Penso que este assunto foi ampliado por ter sido a final do Open dos Estados Unidos”.

Mike Bryan: “Ele sempre foi justo e equilibrado, tomou decisões num momento quente do encontro. Se foram certas ou erradas, não sou eu que tenho de julgar. Temos de estar todos conscientes de que infringir as regras três vezes resulta num jogo de penalização”.

Ryan Harrison: “Foi uma situação muito delicada. É impossível dizer uma coisa ou outra sem provocar um grande alarido. Sabemos que neste tipo de encontros a Serena é inacreditável, icónica; e sabemos que o Carlos estava na final por ser merecedor. Ele não queria colocar-se naquela posição. Acredito sinceramente que ele estava a tentar fazer o que achou certo naquele momento”.