Medvedev: «Se um amigo me dissesse que ia ganhar ao Wawrinka diria que estava louco»

Com dois quartos-de-final e duas meias-finais arrecadadas na caminhada para Wimbledon, o jovem russo de 21 anos Daniil Medvedev entrou pelo All England Club de tal forma embalado quem nem o facto de ter o número três mundial pela frente o fez abrandar ou, tão-pouco, intimidar.

Derrubou Stan Wawrinka em quatro partidas (6-4, 3-6, 6-4 e 6-1), para confiscar o primeiro triunfo num torneio de categoria máxima. “É a minha primeira vitória num Grand Slam; mesmo que não tivesse batido o Stan, esta seria uma das maiores vitórias da minha vida”, assegurou  Medvedev. “Não tenho palavras para descrever isto. Vou guardar estas memórias para o resto da minha vida”.

Vítima da história de encantar de Marcus Willis no ano passado, o 49.º mundial começou, ele próprio, por ser a primeira grande surpresa da prestigiada prova inglesa. “Se um amigo me dissesse que ia ganhar ao Wawrinka diria que estava louco”, afirmou, admitindo que entrou em court confiante de que teria hipóteses de vencer.

“Tive uma temporada de relva muito boa, venci alguns jogos e estava confiante. Sabia que o Stan teve alguns problemas em Queen’s, só tinha jogado um encontro em relva. Sabia que teria hipóteses se jogasse bem”, frisou.

O beijo da vitória

Depois de apertada a mão de Wawrinka à rede, Medvedev decidiu celebrar a primeira vitória em Wimbledon como tantos outros comemoram a conquista do título: beijando a relva. “No 5-1 do quarto set, comecei a pensar no que iria fazer se eu ganhasse, porque seria a minha primeira vitória num Grand Slam, e logo em Wimbledon, que é meu torneio favorito. Teria de beijar a relva. Sei que muitos jogadores fazem isso quando ganham o Grand Slam, mas fi-lo quando ganhei o meu primeiro encontro”.

Medvedev tem como próximo adversário o belga de 29 anos Ruben Bemelmans, 124.º do ranking ATP.

Sobre o autor
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Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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