Andy Murray: «Há muita gente neste país que não gosta de me ver jogar»

Andy Murray está nos quartos-de-final de Wimbledon pela décima vez na sua carreira, mas esta é a primeira vez que tem a companhia de uma compatriota. Johanna Konta, sétima do ranking, tornou-se em plena Manic Monday na primeira britânica a atingir o top 8 no All England Club nos últimos 33 anos.

“É ótimo”, disse o britânico de 30 anos. “A Jo tem feito um ótimo trabalho. Não só neste torneio mas também nos últimos 18 meses, dois anos. Tem sido incrível. É importante haver diferentes modelos a seguir, diferentes jogadores a competir pelos grandes eventos”, referiu Murray, reconhecendo que não é propriamente o atleta mais unânime no Reino Unido.

“Isso faz a diferença no interesse que o desporto desperta, porque muita gente que segue o ténis no nosso país não gosta de me ver jogar. É a verdade. Por isso, é ótimo ter alguém como a Jo ou o Kyle [Edmund], ou outros. Jogadores diferentes que as pessoas possam seguir. Os adeptos gostam de estilos distintos, de diferentes personalidades. Isso é importante. Espero que ela continue a sair-se bem nos próximos dias”, sublinhou.

Teoricamente falando, Konta tem, para já, o caminho mais complicado, já que precisa de bater a número dois mundial (que pode tornar-se já hoje número um mundial), Simona Halep, esta terça-feira à tarde. Já Murray, que entra apenas amanhã em court, tem pela frente Sam Querrey, 24 da tabela classificativa.

Sobre o autor
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Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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