Wilander: «Djokovic vai conquistar o Golden Slam»

Já falta pouco para o ouvirmos diariamente no Eurosport, a profetizar sobre as ocorrências na catedral parisiense, mas desenganem-se os que pensam que Mats Wilander esteja preocupado em poupar a voz ou as suas energias para as intensas duas semanas que se avizinham.

O comentador televisivo e antigo número um do mundo não foge ao trabalho e arregaça as mangas sempre que o convidam a isso, tendo começado já a fazer as suas previsões sobre a 115.º edição de Roland Garros. Sem rodeios, o tricampeão do Grand Slam parisiense vai direito ao assunto e aponta Novak Djokovic como o campeão do Major francês este ano.

E porque ser conservador nas opiniões que vai tecendo continua a não ser uma das suas preocupações, Wilander vai mais longe. Bem mais longe. “Penso que ele vai vencer o Golden Slam  [os quatro Grand Slams e os Jogos Olímpicos]”, previu o antigo jogador de 51 anos para o Eurosport. “Fui um espetador muito próximo de Steffi Graf quando ele fez isso em 1988, que foi o meu melhor ano, e foi inacreditável, mas penso que o Novak pode e provavelmente vai ganhar os cinco”.

O campeão de sete títulos do Grand Slam coloca Andy Murray e Rafael Nadal logo atrás do número um mundial na lista de principais candidatos à conquista da Taça dos Mosqueteiros. Sobre o maiorquino, Wilander diz que as nove conquistas na terra batida da cidade-luz não podem ser esquecidas, relembrando que a pressão vai estar do lado do sérvio.


Djokovic precisa de vencer Roland Garros para se tornar num dos melhores de sempre


“Venci Roland Garros três vezes e não ganhei nenhum título em terra batida antes do torneio nesses anos. Por isso, penso que é preciso estar-se fresco e chegar com confiança. Por outro lado, se um jogador já venceu Roland Garros, tem confiança. O Nadal chega com muita confiança. Claro que venceu dois títulos [esta temporada], mas o Djokovic chega com muita pressão, porque precisa de vencer Roland Garros para se tornar num dos melhores de sempre”,salientou.

Quanto a jogadores menos prováveis, mas que são também eles grandes ameaças, Wilander destaca Kei Nishikori, “que está a jogar cada vez melhor, aproximando-se dos grandes jogadores”, e Stan Wawrinka, “um jogador muito bom em terra batida” e que terá como motivação adicional a defesa do título. Nick Kyrgios e Dominic Thiem são também jogadores a não perder de vista, segundo o antigo jogador sueco.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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