Stan Wawrinka confessa ter chorado antes da final

Stan Wawrinka conseguiu a proeza de arrecadar o terceiro título do Grand Slam que não acreditava vir a conquistar, tendo derrotado Novak Djokovic no derradeiro e mais importante encontro da edição número 136 edição do Open dos Estados Unidos. No maior court do mundo e diante do mais efusivo público de todos.

Parece coisa para deixar qualquer um com os nervos à flor da pele, não é? É. “Hoje [ontem], antes da final, estava tão nervoso como nunca estive”, admitiu o helvético de 31 anos na conferência de imprensa que se seguiu ao embate. “Estava a tremer nos balneários. Cinco minutos antes do encontro estava a falar com o Magnus [Norman] e comecei a chorar. Estava todo a tremer”, continuou.

Um claro sinal do tamanho da vontade de meter as mãos no terceiro “Grand” troféu da carreira. “Porque não quero perder uma final do Grand Slam. É simples. É a única razão. Ontem, senti-me fantástico depois da meia-final. Senti-me incrível, muito feliz. Mas esta manhã [ontem], os nervos apareceram, tinha medo de perder. Eu não queria ir para o court e perder a final”.

Wawrinka não demorou, no entanto, muito tempo a recompor-se, “Estava certo era de que o meu jogo estava a funcionar. Se eu lutasse, sabia que tinha hipótese de vencer. Fisicamente estava muito presente. Depois de alguns jogos comecei a acreditar, a entrar no encontro. Estava concentrado no que estava a fazer, não no que podia acontecer se ganhasse o encontro. É a final do Open dos Estados Unidos? Não, estava preocupado apenas com o que estava a fazer”, revelou.

A estratégia revelou-se vencedora e o número três mundial sai de Nova Iorque como um dos seis jogadores que venceram as três primeiras finais do Grand Slam que disputaram. Junta-se a Bjorn Borg, Jimmy Connors, Guga Kuerten, Stefan Edberg e Roger Federer.

Sobre o autor
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Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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