Rafael Nadal: «Foi incrível aquilo que aconteceu este ano»

A fazer pela décima sexta vez o discurso num court de ténis depois de vencer um título do Grand Slam, Rafael Nadal confirmou mesmo que esta é uma temporada para não esquecer na sua carreira. O touro espanhol mostrou que com dedicação e esforço todas as adversidades podem ser ultrapassadas, e, depois de tantas lesões, o topo da hierarquia mundial é seu, e ninguém contesta uma liderança que ficou neste domingo ainda mais consolidada. Os devidos agradecimentos não foram esquecidos.

Sem ter dado qualquer hipótese a Kevin Anderson na final, Rafael Nadal mostrou-se respeitoso para com o seu adversário e não esqueceu que também ele passou por momentos complicados no início deste ano, mas que soube dar a volta para estar ali, a partilhar o momento com o maiorquino:

“Foram umas duas semanas muito especiais para mim, mas antes de falar de mim queria falar do Kevin, que é um grande exemplo para muitas crianças e para o resto do circuito. Tiveste lesões mas regressaste melhor do que nunca, por isso parabéns a ti e à tua equipa e família. Tens um grande grupo contigo”

Depois de lesões, operações, desistências dos Jogos Olímpicos, de torneios do Grand Slam e de muitas horas passadas nos seus courts de ténis em Manacor enquanto nomes como Andy Murray e Novak Djokovic conquistavam títulos, o jogador espanhol fez tudo vale a pena depois de noites como esta, em que aumentou o palmarés num torneio que diz ser tão especial, e quase como jogar… em casa:

“Foi incrível aquilo que aconteceu este ano. Depois de algumas temporadas com complicações, com lesões e de muitos momentos a jogar não assim tão bem, o arranque desta temporada foi muito emotivo, joguei um nível muito alto de ténis no Open da Austrália. E terminar o ano a vencer aqui em Nova Iorque, num torneio que me leva ao topo da minha energia com este público inacreditável, que me faz sentir tão feliz. Muito obrigado à minha família e equipa e a toda a organização que torna este evento possível. Sinto-me um pouco em casa aqui”.

Rafael Nadal terá viajado pela última vez na sua carreira para Nova Iorque na companhia do seu tio, que depois desta temporada passará a fazer um possível acompanhamento a partir de Espanha. Nadal não se esqueceu daquela pessoa que sempre esteve ao seu lado: “provavelmente sem ele eu nunca teria jogado ténis e é ótimo que eu tenho alguém como ele a puxar por mim todo o tempo. Ele é forte e teve uma grande motivação para me treinar desde que era uma criança e eu estou muito feliz por ter ultrapassado todas estas lesões que tive na minha carreira, que me deixou mais forte. Agradeço-lhe muito porque é uma das pessoas mais importantes na minha vida”.

Nesta segunda-feira, Rafael Nadal terá uma vantagem de quase dois mil pontos para Roger Federer, o segundo na hierarquia masculina, e de mais de 2600 para Andy Murray, que não deverá jogar mais este ano devido a lesão.

Sobre o autor
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Licenciado em Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa. Jornalista da GQ Portugal e colaborador do Bola Amarela desde novembro de 2011, pouco tempo depois de começar a seguir mais atentamente o mundo do ténis. Pretende nunca mais parar.

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