Roger Federer vence no Australian Open e prova que as Lendas podem sempre ser ainda maiores

Muitos duvidaram, mas ele… nunca. Roger Federer conquistou este domingo o seu 18.º título do Grand Slam, primeiro desde Wimbledon 2012, ao derrotar Rafael Nadal rumo ao troféu de campeão no Australian Open 2017, num embate que cumpriu as expetativas como um dos mais aguardados da história da modalidade.

Num encontro nem sempre bem jogado pelos dois ao mesmo tempo mas sempre emocionante e espetacular, Federer entrou melhor. O suíço fez um primeiro set perfeito no capítulo do serviço e aproveitou da melhor forma o único break do parcial inaugural para criar uma primeira vantagem a seu favor.

Mas ‘El Toro’… reagiu. Quebrou Federer no segundo jogo do set seguinte, abriu depois uma vantagem de 4-0 e nem a boa reação do helvético de 35 anos impediu que o espanhol de 30 igualasse em absoluto o marcador da final.

Quando Nadal parecia embalado, Federer… agarrou-se com todas as forças ao encontro. Salvou vários pontos de break no primeiro jogo do terceiro set e depois entrou em estado de graça, disparando winners de todos os lados para tomar a dianteira do encontro, com um terceiro set fechado com o parcial de 6-1.

Rafa voltou a conseguir puxar o ascendente para no quarto set, forçando Federer a cometer muitos erros não forçados, especialmente de direita, o que na perspetiva do suíço é ainda mais problemático. Nadal parecia encaminhado para a vitória, abriu a vantagem de 3-1 no quinto parcial até que o suíço… voltou a entrar em estado de graça, jogando o ténis da sua vida para vencer os últimos cinco jogos do encontro e confirmar o título.

O 18.º título do Grand Slam foi selado com ajuda do sistema eletrónico de arbitragem, do qual Federer nunca foi um especial fã. O ténis ficou a ganhar com mais um duelo de lendas vivas.

Sobre o autor
- Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Jornalista do Jornal Record desde 2013. Entrou no Bola Amarela em 2008 e ainda por aqui está, a escrever sobre a modalidade que verdadeiramente o apaixona.

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