Nadal: «Não sou invencível. O segredo está em respeitar cada adversário»

Encarado como divindade na terra, Rafael Nadal diz que o segredo em vencer tanto e tantos no pó-de-tijolo está, precisamente, na plena consciência da sua mortalidade cada vez que pisa o court.

E se as 80 vitórias (contra apenas duas derrotas) no major francês bem e o aproveitamento de 91,9 por cento na terra batida falam por si, a alto e bom som, há sempre quem tenha mais para dizer. “As pessoas falam sobre isso porque ganhei 10 vezes aqui, 11 em Barcelona e em Monte Carlo e oito vezes em Roma, mas não me considero invencível”, disse o espanhol de 31 anos depois de passar o primeiro teste nesta 122.ª edição do Grand Slam parisiense.

“O segredo para o meu sucesso está em respeitar cada adversário. Vou para o court a saber que posso ganhar ou perder, essa é a beleza do desporto, tudo pode acontecer”, sublinhou o número dois mundial, dizendo-se pouco surpreendido por ter sido forçado pelo seu adversário, esta terça-feira, o italiano Simone Bolelli.

“Disseram-me que tinha perdido na última ronda do qualifying por 6-0 e 6-2. Não sei como é que isso pode ter acontecido, é um adversário a se ter em conta e nesta superfície é ainda mais perigoso”, acrescentou o dez vez. O encontro começou na jornada de ontem, mas só hoje foi terminado, por culpa da chuva. “Escorreguei algumas vezes, o piso estava estranho, não sei se devido à chuva ou se por outra razão”.

Na segunda ronda, o jogador de maiorca vai ter pela frente Guido Pella, número 78 da classificação, responsável pela eliminação de João Sousa na primeira ronda, esta terça-feira.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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