Nadal confessa ter chorado depois de desistir em Roland Garros

O paradeiro de quem disse que os homens não choram não é conhecido, mas podemos afirmar com total certeza que se trata de alguém que não vê ténis. Caso contrário, saberia que elevados níveis de masculinidade são em tudo compatíveis com um par de lágrimas nos momentos mais intensos.

Quando não é no court, à vista de todos, é no recato da intimidade, como exemplifica Rafael Nadal, em conversa com os jornalistas presentes na Austrália. Contou o espanhol que o momento mais difícil da temporada passada foi quando se viu obrigado a desistir na terceira ronda de Roland Garros, devido a lesão no pulso.

“O ano passado foi difícil”, admitiu. “Sentia que estava a jogar muito bem e tive de deixar Roland Garros para trás sem pisar o court, lembro-me de chorar no carro a caminho do hotel. Foi um momento muito duro”, acrescentou Nadal, que tem agora razões para sorrir como não tinha desde 2014, com o regresso às finais dos Grand Slams.

Disse na conferência de imprensa antes do torneio que estava a treinar bem. Não pensava chegar onde cheguei, mas sempre acreditei que se ganhasse alguns encontros tudo podia acontecer”. E aconteceu mesmo. O maiorquino vai defrontar Roger Federer pela 35.ª vez, naquela que é a sua 21.ª final do Grand Slam, em busca do 15.º major da carreira.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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