Murray: «Sinto que este título é mais para mim»

Em 2013, o peso de um país fê-lo cair de joelhos na já gasta relva do Centre Court, logo após concretizar o match point, mas, este domingo, o “puro alívio” deu lugar a uma verdadeira explosão de alegria do menino bonito da Grã-Bretanha. Andy Murray sagrou-se campeão de Wimbledon pela segunda vez na sua carreira, mas quer gozar o momento de glória como se fosse o primeiro.

“Sinto-me mais feliz desta vez”, começou por dizer o número dois mundial após a sua consagração. “Sinto-me mais contente. Sinto que este título é mais para mim e para a minha equipa do que qualquer outra coisa. Trabalhámos intensamente para eu poder vencer”.

“A última vez foi puro alívio e não desfrutei devidamente o momento, enquanto que desta vez vou fazer por aproveitar mais do que anteriormente”, confessou Murray, acrescentando que pretende festejar o título com a “família e amigos chegados”. “São esses que eu quero por perto neste momento. Vou fazer por passar os próximos dias com eles. Estou ansioso por isso”.

Um triunfo que significa a bonança depois de algumas tempestades. “Coloquei-me em posição de ganhar vários torneios durante os últimos anos. Perdi a maioria deles diante de grandes jogadores. É isso. Aprendi a deixar de ter medo de falhar, com todas essas derrotas. Foi isso que eu fiz durante toda a minha carreira”.

Quanto ao que se segue, Murray parece ter consciência do que precisa para continuar no caminho dos grandes triunfos. “Se eu quiser juntar mais Grand Slams a estes três tenho de encontrar maneira de os vencer. É muito raro passares por um Grand Slam sem jogares com o Novak [Djokovic], o Roger [Federer] ou o Rafa [Nadal]. Ainda assim, sinto que estou a jogar o meu melhor ténis e que posso ganhar mais. Todos atingem o seu pico em fases diferentes. Alguns aos 20, outros aos 20 e tal. Espero que o meu ainda esteja por vir”.  

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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