Kvitova: «Ainda não sinto dois dos dedos que foram feridos»

O regresso de Petra Kvitova à competição, cinco meses depois de ter sido esfaqueada na mão esquerda, na sequência de um assalto em sua casa, em meados de Dezembro, ficou marcado pela conquista de uma muito celebrada e emotiva vitória na primeira ronda de Roland Garros. Está feito o arranque de “uma nova carreira”, numa altura em que, admite, ter ‘mixed feelings’.

“A sensação é estranha”, disse a checa de 27 anos, em entrevista à CNN. “Um dia corre bem, o outro nem por isso. Ainda não sinto dois dos dedos feridos, e tenho levado as coisas com calma. Tenho [a lesão] e estou apenas a jogar com o que posso. Às vezes temos bons trunfos, outras vezes não temos, e somos obrigados a jogar com o que temos”, acrescentou a jogadora canhota, que foi submetida a uma cirurgia para que os cinco dedos da mão esquerda e dois nervos fossem reparados.

“A missão, aqui [Roland Garros], está concluída. Vim para cá para começar uma nova carreira, se é que a posso chamar assim”, frisou Kvitova, relembrando como foi difícil manter-se longe dos courts por quase meio ano. “No início, enquanto decorria o Open da Asutrália, fiquei muito triste. Assistir aos encontros do sofá enquanto os outros lutam pelo troféu, não é uma grande sensação. Talvez isso me tenha dado mais motivação”.

“Tentava não pensar em ténis para não me sentir tão em baixo. Comecei a estudar para poder pensar em outras coisas, e empenhava-me muito na recuperação da minha mão para poder regressar. Fazia de tudo para não pensar só em ténis e isso talvez me tenha ajudado”,  concluiu a atual número 16.ª mundial.

Sobre o autor
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Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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