Halep: «Gosto do Andy porque ele fez-me perceber que não preciso de ser perfeita para ganhar um Grand Slam»

Fazer balanços do ano 2016 é ainda uma prática comum e aceitável por estes dias, mas não no entender de Simona Halep. Numa aberta e franca entrevista ao DigiSport, a romena de 25 anos preferiu centrar-se exclusivamente no que está por vir, revelando ter ideias bastante claras sobre o que considera ser o seu e o futuro de algumas das suas rivais no circuito WTA.

Com o Open da Austrália à porta, prova onde no ano passado não passou da primeira ronda, Halep diz preferir entrar em Melbourne Park com os pés bem assentes no piso rápido a embarcar em grandes ilusões. “Ainda não estou mentalmente preparada para vencer um Grand Slam, estive perto mas preciso de mais tempo”, admitiu a número quatro mundial. “O que não quer dizer que sinta que nunca vai acontecer”, sublinhou.

E se Halep tinha já razões para acreditar na conquista de grandes feitos, agora tem ainda mais, graças a um jogador em particular. “Gosto do Andy Murray porque ele fez-me percebe que não preciso de ser perfeita para ganhar um Grand Slam”, revelou a finalista de Roland Garros 2014, antes de se centrar naquela que é atual grande referência da sua carreira: o seu treinador.

“Não quero usar grandes palavras, mas gostava de ter o Darren [Cahill] ao meu lado até ao final da minha carreira”, confessou a romena, que conta com o técnico australiano de 51 anos ao seu lado desde março de 2015. “É descontraído. Gosto do facto do Darren colocar em mim não a pressão dos resultados mas a pressão de aprender coisas novas, sobre técnica e táticas. Ele sempre diz que é por isso que aqui estamos, é para isso que eu vivo, para estar no court e vencer um Grand Slam”.

Sobre o potencial do atual top 10 do circuito feminino, Halep considera que o domínio dificilmente se vai centrar na número um mundial daqui para a frente. “Não acho que a [Angelique] Kerber vá conseguir dominar da mesma forma que a Serena [Williams] fez”.

“Vejo pelo menos seis jogadoras no top 10 capazes de vencer um Grand Slam. Não vejo diferenças entre a Kerber e o resto do top 10 em termos de potência, mas sim na ambição e na vontade de vencer cada encontro”, concluiu.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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