«Final entre Federer e Nadal na Austrália foi o melhor encontro do ano», aclama McEnroe

Dia de balanços é quando o homem quiser, pelo menos para John McEnroe. Quando há ainda mais um mês e meio de temporada para ser jogada, a antiga lenda do ténis mundial decide deixa de lado o muito que pode ainda acontecer e elege já aquele que considera ser o melhor encontro do ano.

Roger Federer e Rafael Nadal estão no centro da escolha. “Obviamente que fiquei surpreendido, acho que nem eles pensaram que poderiam ganhar os quatro Grand Slams”, disse McEnroe à Marca. “A final entre eles no Open da Austrália foi o melhor encontro do ano. Foi incrível o que eles fizeram. Quando não se joga durante seis meses, é impossível estar-se no topo da forma. O Federer não só jogou bem, como revelou grande personalidade. Foi incrível”, elogiou.

Aquela final em janeiro, vencida pelo suíço no quinto set, era, sem se imaginar, um presságio do resto da temporada. Passados nove meses, Nadal é o número um mundial e Federer segundo do ranking. Para McEnroe o espanhol “é o favorito” para terminar o ano no mais alto e aclamado posto da classificação pela primeira vez desde 2013.

“Primeiro, por causa da vantagem que leva em termos de pontos [mais 2000] e, segundo, porque não sei quanto vai jogar Federer entre a gora e Novembro. Tudo é possível, mas o Nadal tem mais hipóteses de permanecer no topo depois do Masters [ATP Finals]”, defendeu o antigo númeor um mundial, que abordou, ainda, a eterna questão sobre se Nadal vai ou não conseguir alcançar os 19 Grand Slams de Federer.

“Não sei. Nunca pensei que eles vencessem dois Grand Slams cada um este ano. Obviamente que o Rafa pode apanhá-lo se estiver bem fisicamente e respeitar as suas lesões como fez esta temporada. Em Roland Garros, à melhor de cinco sets, praticamente ninguém pode derrotá-lo, e acredito que ele vai vencer mais dois títulos lá. Mas penso o mesmo do Federer em relação a Wimbledon. Os dois podem continuar a vencer”, concluiu.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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