Federer consola Zverev após derrota: «Só passei os ‘quartos’ com 22 anos»

Ter tantos anos de carreira como Alexander Zevere tem de vida deu Roger Federer total legitimidade e plena liberdade para apaziguar a mente sobressaltada do jogador de 20 anos após a derrota nesta 106.ª edição do Open da Austrália, diante Hyeon Chung, em cinco sets.

Ao cruzar-se com o germânico nos balneários, o suíço de 36 anos voltou atrás no tempo para o lembrar que com a sua idade andava ainda a lutar por sobreviver às primeira rondas dos Grands Slams. “Disse ao Sascha para ser paciente, para não meter pressão desnecessária sobre os seus ombros”, contou Federer na sua conferência de imprensa

“Aprende com os teus erros, o que passou, passou. Está a ir no caminho certo. Tiveste uma boa pré-temporada, trabalhaste muito, estás a fazer as coisas certas. Talvez não estejas a jogar ao nível de um Grand Slam, mas tens de ficar calmo, não escaves um buraco. Não há razão para isso”, continuou o campeão de 19 majors.


Dei-lhe uma palmada no ombro e disse-lhe, ‘anda lá, não foi assim tão mau, podia ser pior


“Quis animá-lo com algumas palavras positivas”, explica. “Ele parecia destroçado quando o vi. Dei-lhe uma palmada no ombro e disse-lhe, ‘anda lá, não foi assim tão mau, podia ser pior’. Ele ainda é muito novo, está ainda à procura de quebrar a barreira nos Grand Slams. Às vezes é preciso dar um passo atrás e olhar para as coisa boas que fizemos”.

Campeão de dois Masters 1000, conquistado no ano passado, Zverev tem como melhor resultado num Grand Slam a quarta ronda em Wimbledon, também na temporada passada. “Eu sei que as pessoa falam, mas para os jogadores não é fácil chegar lá pela primeira vez. Lembro-me que tive de lutar muito para ultrapassar os quartos-de-final. A primeira vez que o consegui foi em 2003, tinha 22 anos. Antes disso tinha alcançado uns quartos-de-final e perdido na primeira ronda”, relembra o campeão em título.

 

 

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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