Djokovic: «Não quero parecer arrogante… mas tudo na vida se consegue»

Depois de vividas as fortes e inéditas emoções da conquista daquele que era o seu grande objetivo dos últimos anos, a conquista do tão desejado título de Roland Garros, Novak Djokovic pôde finalmente assentar as ideias no seu encontro com os jornalistas.

E a vontade de exteriorizar as fervilhantes sensações resultantes da conquista do Major parisiense e do Grand Slam de carreira era tanta que o sérvio levou cinco minutos a responder à primeira pergunta que lhe foi colocada. “Espero que tenha respondido à pergunta”, disse um naturalmente bem-humurado Djokovic.

“Foi um momento emocionante, um dos mais bonitos da minha carreira. Estou tão impressionado por ter este troféu junto a mim que estou a tentar apenas aproveitar o momento”, admitiu o sérvio de 29 anos, que sai de Paris com 12 Grand Slams conquistados, duas semanas depois de ter entrado como o grande favorito.

“Senti que este ano cheguei aqui de forma diferente dos outros anos. A relação e a sintonia com os fãs e o público foi diferente. Senti muito apoio do público presente”, acrescentou Djokovic, indo ao encontro do coração que desenhou no court depois de confirmar a vitória.

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Um gesto eternizado por Gustavo Kuerten para demonstrar a gratidão pelos adeptos e pela prova gaulesa. “Pedi ao Guga permissão para o fazer. Estava ansioso por poder partilhar esse momento com ele”. Sobre o ponto que lhe permitiu fazer o pleno em Grand Slams, Djokovic não tem muito a dizer, até porque não se lembra dos últimos dois pontos.

“É como se o meu espírito tivesse deixado o meu corpo. Estava apenas à espera que o Andy falhasse”, concluiu o jogador dos Balcãs, que cimenta definitivamente o seu lugar na história da modalidade com a conquista do último grande torneio que lhe faltava no currículo. Um objetivo no qual nunca deixou de acreditar. “Não quero parecer arrogante… mas tudo na vida se consegue”.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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