Djokovic e a era dourada: «No início, não fiquei feliz por fazer parte dela»

Novak Djokovic não se cruzou com Roger Federer e Rafael Nadal a caminho do seu momento de glória em Paris, mas nem por isso os dois jogadores foram esquecidos pelos jornalistas no hora do sérvio colocar a sua carreira em perspectiva.

Para o líder da hierarquia, que se junta ao suíço e ao espanhol na restrita lista de jogadores a vencerem os quatro Grand Slams, a rivalidade que protagonizou com cada um deles, sem esquecer Andy Murray, seu adversário na final deste domingo, em muito contribuiu para se tornar no jogador praticamente imbatível que é hoje.

O que não nos mata, torna-nos mais fortes? Djokovic só tem razões para acreditar que assim é, ao atingir algo que nem Federer nem Nadal conseguiram, a conquista dos quatro Grand Slams de forma consecutiva. “Eles ainda estão no ativo, por isso é justo dizer que ainda têm a oportunidade de o conseguir. Mas eles estiveram a alguns sets de o conseguir em algumas ocasiões durante a sua carreira”.

“Já o disse inúmeras vezes e volto a dizê-lo: a rivalidade com esses dois jogadores – e também com o Andy – foi, em grande parte com e com grande margem, responsável por me tornar num jogador melhor e a alcançar todas estes feitos. Claro que as rivalidades são importantes em todos os desportos e , de alguma maneira, as comparações entre os sucessos acontecem”, acrescentou.

“O Nadal e o Federer foram tão dominantes quando eu e o Andy tentávamos entrar na corrida. Estou feliz por fazer parte dela – no início não estava contente por fazer parte desta era (risos). Depois eu percebi que, na vida, tudo acontece por uma razão.

“Colocas-te nesta posição com um propósito, com a finalidade de aprenderes, cresceres e evoluíres. Felizmente para mim que percebi que precisava de me tornar mais forte para conseguir competir com esses dois tremendos campeões. Depois disso tudo começou a acontecer”, concluiu Djokovic, não deixando a sala de imprensa de Roladn Garros sem responder à grande questão que se segue.

“Independentemente de conseguir ou não conquistar o Grand Slam de calendário [vencer os quatro Majors no mesmo ano], continua a ser uma possibilidade”.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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