Vamos ao décimo? Nadal acredita que é possível

Se para muitos jogadores esta é aquela altura do ano chata, em que as trocas de bolas não têm fim e se chega ao final do dia com as meias encardidas pela terra, para Rafael Nadal este é o início de dois meses passados nas nuvens, em que a probabilidade de morder troféus sobe exponencialmente.

O campeão de 46 títulos conquistados no pó-de-tijolo preparar-se para dar início à missão “dez títulos em Roland Garros – sim, eu consigo” na próxima semana, em Monte Carlo. “Tenho muita esperança de poder ganhar um título. E, se estiver bem, espero ter a minha oportunidade em Monte Carlo, de onde tenho muito boas memórias e que é um torneio muito especial para mim”, disse à estação de televisão IB3 o nove vezes campeão da prova do Principado do Mónaco.

“Sei que preciso de jogar ao meu melhor nível. Se o fizer terei as minhas oportunidades em Roland Garros, mas se não conseguir dar o máximo não as terei […] Neste momento é improvável que vença em Paris, mas se fizer bons torneios antes pode acontecer”, acrescentou Nadal, que, embora não tenha vencido nenhum título este ano (alcançou três finais), diz-se satisfeito com os resultados alcançados. “Estou contente, porque me sinto competitivo, consegui jogar com regularidade e consistência”.

Roger Federer tem-se revelado o pior inimigo do seu palmarés, à boa maneira antiga. Negou-lhe o título na Austrália e recentemente em Miami . “O Roger destacou-se, principalmente em Indian Wells, onde jogou de forma incrível. No Open da Austrália o encontro esteve muito equilibrado e em Miami ele ganhou o primeiro set, mas eu também o podia ter vencido”, recorda Nadal, que não conquista qualquer Grand Slam desde que arrecadou o nono título na catedral da terra batida, em 2014.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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