Robin Soderling fala da vida depois do ténis e revela um dos seus maiores erros enquanto jogador

Mesmo afastado dos courts nos últimos anos, é impossível esquecer Robin Soderling. O jogador sueco foi não só o responsável por quebrar a série de vitórias consecutivas em Roland Garros (o único, a par de Novak Djokovic) e tinha aquela que era uma das direitas chapadas mais eficazes de todo o circuito masculino. A vida pregou-lhe partidas e obrigou-o a uma alteração dos seus planos a curto prazo, e a ATP World Tour foi saber como Robin Soderling ocupado os seus dias enquanto empresário.

Antigo número quatro mundial, Robin Soderling disputou o seu último encontro profissional em julho de 2011, quanto venceu David Ferrer no ATP 250 de Bastad. Desde então que uma mononucleose gravíssima condicionou o estado de saúde do jogador e, apesar das várias tentativas de regresso à competição, Soderling nunca mais conseguiria voltar a disputar um torneio ATP, retirando-se forçosamente com 26 anos.

“Para mim foi extremamente difícil, visto que ainda era bastante novo quando tive de me retirar”, comentou Soderling, em conversa com a ATP. “Sempre quis jogar para além dos 30 anos, especialmente agora, em que se vê jogadores contra quem eu costumava jogar a ter bons resultados e a ganhar Grand Slams. No início estive bastante doente e, quanto não tens a tua saúde, é quanto te apercebes do quão é importante”, acrescentou.

Atualmente com 32 anos, o campeão de 10 torneios ATP, incluindo o Masters 1000 de Paris, confessa que aquilo de que mais sente falta é o sentimento “de entrar num court de um grande torneio e talvez ganhar o encontro”, algo que só se sente enquanto jogador. “Como um atleta de topo, sentes a pressão a toda a hora e tens de saber lidar com ela”, disse ainda Soderling, que casou em agosto do ano passado com a sua namorada de longa data.

O casamento chegou ao fim de sete anos de noivado e de uma filha de quatro anos, Olívia. O projeto familiar é apenas um dos muitos que tem mantido o sueco ocupado, isto para além da função de diretor do torneio de Estocolmo e ainda de líder do seu próprio negócio, dedicado ao fabrico de bolas de ténis e de material de ténis.

“A família fez-me pensar em outras coisas. Para mim a decisão foi fácil, tentei voltar ao longo de um ano e meio e não resultou, mas com a minha família tornou-se mais fácil, porque tinha outras coisas para fazer. Quando estava a jogar achava que o ténis era tudo mas, quanto tens uma família, apercebes-te de que há outras coisas na vida”, referiu Soderling

A Robin Soderling foi ainda pedido um conselho a dar aos jogadores de ténis que caminham atualmente para os últimos anos das suas carreiras. Afinal, teria o sueco feito algo de diferente? “Um dos erros que eu fiz foi só ter jogado ténis. Acho que é algo bom começarem a pensar naquilo que querem fazer depois do ténis, enquanto ainda estão em competição”, aconselhou a antiga estrela.

Sobre o autor
-

Licenciado em Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa. Jornalista da GQ Portugal e colaborador do Bola Amarela desde novembro de 2011, pouco tempo depois de começar a seguir mais atentamente o mundo do ténis. Pretende nunca mais parar.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *