Presidente da Federação Espanhola admite: «Sem Nadal, alguns jogadores não querem jogar a Davis»

Apesar de ser dos países mais bem-sucedidos dos últimos anos da Taça Davis, com cinco títulos desde 2000, a seleção espanhola tem-se destacado como uma daquelas que surge mais desfalcada em duelos desta prova.

Os espanhóis não alcançam as meias-finais desde 2012, algo estranho se considerarmos os 10 jogadores que tem no top-100 mundial (atualização desta semana). Ainda no último fim-de-semana foram ultrapassados com relativa facilidade pela congénere sérvia, em Belgrado. Este desaire fez crescer, ainda mais, a ideia de que a principal estrela do país, Rafael Nadal, é essencial para a sua seleção.

É fundamental para a Taça Davis haver uma retribuição financeira e pontos para o ranking”

Mas não é só o maiorquino a prescindir da Taça Davis. Na última eliminatória, a Espanha foi obrigada a recorrer ao número 245 do ranking, jovem de 19 anos Jaume Munar, para completar uma equipa que contava ainda com Albert Ramos, Pablo Carreño Busta e Marc López. O próprio presidente da Federação Espanhola de Ténis, em declarações ao jornal AS, reconhece que era difícil fazer melhor. “É fundamental para a Taça Davis haver uma retribuição financeira e pontos para o ranking. É melhor para um jogador ir ganhar dinheiro para um torneio do que jogar a Davis”, diz Miguel Díaz.

No entanto, a questão financeira não parece ser argumento suficiente para afastar jogadores como, o já referido, Rafael Nadal, mas também David Ferrer ou Roberto Baustista. Além de serem jogadores já bastante premiados, a própria federação assegura todas as despesas inerentes à sua participação na competição de seleções. Miguel Díaz revela, no entanto, uma razão que pode estar por trás dessa decisão.

“Graças a Nadal conquistámos muitas coisas”

“Para ser sincero, quando o Rafa não vem, alguns jogadores perdem motivação e abdicam de jogar. Todos os jogadores têm o seu ego, mas o Nadal deve ser sempre perdoado! Ele deu-nos tanto. Graças a ele conquistámos tantas coisas. (…) E se as escolas (de ténis) estão cheias muitos se deve a ele”, refere.

Díaz prossegue, apontando o facto de o ténis ser um desporto individual, onde cada um toma as decisões que mais lhes convém, como outro facto que pode afastar os tenistas da seleção. “A eliminatória (com a Sérvia) foi jogada entre a época de hard-courts e a de terra batida, não era a melhor semana para os convencer a vir. Contudo, penso que deviam ter estado disponíveis”, conclui o presidente da Federação Espanhola de Ténis.

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