Pavlyuchenkova: “O meu irmão era mais talentoso do que eu e agora arrepende-se. Eu não quero acabar assim»

Enquanto antiga número um mundial de juniores, Anastasia Pavlyuchenkova sempre demonstrou um enorme talento para o ténis e era tida como uma das apostas da Rússia para os anos que se seguiam. Mas, por diversas eventualidades, a jovem nunca foi capaz de mostrar todo o seu potencial durante longos períodos de tempo e só agora, com 25 anos, é que parece ter encontrado a maturidade suficiente para desafiar as melhores do mundo rumo às fases finais dos torneios.

‘Nastia’, como é carinhosamente chamada pelos fãs e pelos amigos, decidiu que era hora de mudar, e de realmente dedicar-se ao ténis a 110%. Apesar de já ter no palmarés oito títulos WTA num total de 13 finais, para além de mais cinco títulos em pares, a número 21 do mundo acha e sabe que consegue fazer mais, como confessou em sala de conferência de imprensa de Indian Wells.

“Eu decidi-me e perguntei a mim mesma: “De uma vez por todas, queres começar a trabalhar a sério? Queres começar a treinar mesmo (risos)?”. Eu já fiz um bom trabalho no passado durante alguns meses, ou semanas, mas era sempre cheio de altos e baixo. Estava a passar por muitas mudanças com os meus treinadores, com as cidades, com tudo. Acho que agora estou mais consistente e mais séria”.

Esta decisão foi tomada no início desta temporada e até agora tem estado a dar os seus frutos: Pavlyuchenkova disputou os quartos-de-final do Open da Austrália e depois de boas vitórias frente a Svetlana Kuznetsova e a Elina Svitolina. Os títulos e as finais tomarão o seu tempo, mas a russa parece estar a fazer tudo ao seu alcance para que, no momento em que encoste as raquetes, não sinta qualquer tipo de remorsos por aquilo que poderia ter feito a mais:

“Tenho 25 anos, vou ter 26 em julho. O tempo passa depressa e a vida de jogadora de ténis é curta. Sinto que se não fosse agora poderia ser demasiado tarde. Tenho um irmão mais venho que era mesmo bom, até dizia que era mais talentoso que eu, que agora se arrepende muito porque fez muitas decisões erradas. E eu não quero acabar assim”

Para Pavlyuchenkova, tudo se trata de “aproveitar as oportunidades”, dar o seu melhor e “trabalhar de forma consistente” para ver onde isso a leva. “Nunca se sabe, talvez nunca consiga atingir algo bom, ou talvez chegue até algo muito bom”. concluiu.

Sobre o autor
- Licenciado em Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa. Jornalista da GQ Portugal e colaborador do Bola Amarela desde novembro de 2011, pouco tempo depois de começar a seguir mais atentamente o mundo do ténis. Pretende nunca mais parar.

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