Jim Courier sobre a Taça Davis: «Concentrá-la em duas semanas por ano seria uma boa solução»

A questão em torno do formato e calendário da Taça Davis continua na ordem do dia. Agora é o capitão da seleção norte-americana, Jim Courier, a propor alterações que, na sua opinião, fariam crescer o interesse dos adeptos na prova.

“Nenhum fã vai começar a seguir uma história que começa em abril e só é retomada quatro ou cinco meses depois. Por exemplo, eu detesto futebol e não acompanho, mas quando há campeonato do mundo eu sigo com interesse a seleção dos Estados Unidos, masculina ou feminina”, adianta, referindo-se ao hiato entre as eliminatórias da Taça Davis.

Quanto a soluções Courier afirma preferir um formato mais próximo do futebol, considerando mesmo que há cada vez mais gente a seguir a sua opinião. “Eu já venho a dizer isto há vários anos. Não é uma coisa nova e não sou o único a achá-lo. O problema desta competição é estar perdida no calendário. Concentrá-la em duas semanas por ano penso que seria uma boa solução”.

A vertente comercial também é alvo de análise por parte do ex-número 1 mundial. “Tens que ser consciente daquilo que o mercado procura. As pessoas nos Estados Unidos seguem a Taça Davis quando é jogada lá, mas fica difícil verem se for jogada às 2h da manhã”, conclui.

Courier que, viu a sua seleção ser derrotada pela Austrália na última eliminatória da Taça Davis, mostra-se assim ao lado de alguns nomes consagrados do ténis mundial que têm pedido com insistência mudanças na prova de seleções.

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