Federer sobre título de Nadal: «Pode ter surpreendido os jornalistas, mas não os jogadores»

No circuito há quase vinte anos, Roger Federer já viu o suficiente para não se deixar surpreender com facilidade e, principalmente, para não subestimar jogadores que, em tempos, moveram mundos e fundos. Por isso, quando no domingo passado viu Rafael Nadal levantar o troféu em Monte Carlo, depois de quase dois anos sem vencer qualquer Masters 1000, o suíço ficou tudo menos espantado.

“Pode ter surpreendido os jornalistas, mas não os jogadores, certamente”, começou por dizer o número três mundial em entrevista ao Gazzetta dello Sport. “Alguém que ganhou nove vezes em Paris [Roland Garros], nove vezes Monte Carlo, que foi número um do mundo por tanto tempo, não perde a sua qualidade. Talvez ele estivesse habituado a recuperar mais rapidamente das lesões, mas não posso conceber um Nadal a este nível [levou a mão quase ao chão], para mim ele está sempre lá no topo”.

Ainda mais quando se trata da superfície de eleição do maiorquino. “Em terra batida é ainda um dos dois ou três melhores jogadores do mundo”, acrescentou Federer sobre o rival que mais desafios lhe impôs. “O Rafa explodiu muito rapidamente, os nossos melhores momentos coincidiram, muitas vezes, e alguns dos nossos encontros tornaram-se históricos. Infelizmente, também sofri algumas das derrotas mais dolorosas da minha carreira. E, como é esquerdino, obrigou-me a encontrar soluções diferentes para o travar”.

Uma rivalidade que não tem comparação com nenhuma outra, nem mesmo com a que vive com Novak Djokovic. “É totalmente diferente. Digamos que, no início, Novak foi o homem que encontrava nas meias-finais e o Nadal o homem das finais. Agora a situação inverteu graças à força de Djokovic. Mas penso que a rivalidade com o Rafa alcançou mais fãs”, destacou o suíço de 34 anos.

Sobre o autor
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Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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