Del Potro realça forte amizade com Djokovic: “Foi uma das pessoas que mais me ajudou nos piores momentos”

A vida de Juan Martin del Potro tem sido como o argentino nunca teria imaginado. A medalha de prata nos Jogos Olímpicos transformou-o uma vez mais num herói nacional, com palavras de gratidão onde quer que vá. Contra a vontade de alguns, o wildcard para o US Open foi garantido e Andy Murray já disse que a decisão da organização foi mais do que justa. De volta ao país natal, e entre mensagens e entrevista, o argentino não se esquece dos que mais o ajudaram e faz até uma menção especial a um grande protagonista da sua caminhada no Rio de Janeiro.

A história já é conhecido por entre os adeptos da modalidade: em junho de 2015, Del Potro anunciada a quarta operação ao pulso e tinha a sua carreira seriamente ameaçada. Numa altura em que a confiança e a vontade de voltar aos courts iam diminuindo, diz Del Potro que Novak Djokovic foi uma das pessoas que mais fez para que o argentino nunca se fosse abaixo, desenvolvendo uma forte amizade com o sérvio:

“O Nole disse-me coisas muito bonitas. Ele foi uma das pessoas que mais falou comigo durante os piores momentos, ajudou-me muito. É difícil falar com os jogadores sem ser sobre o desporto, mas com ele eu tenho uma relação especial e é por isso que nos abraçámos à rede”

As declarações foram dadas em entrevista ao jornal “La Nacion“, a quem Del Potro confessa também a desalento ao ver que iria defrontar o seu grande amigo na primeira ronda dos Jogos Olímpicos: “brinquei com os meus amigos e disse “vamos preparar um churrasco, porque daqui a uns dias estou aí”. Foi desapontante ver o quadro pois há uns tempos era cabeça-de-série e nunca defrontava estes jogadores antes dos quartos-de-final”.

Mas depois da surpresa e desilusão inicial, a torre de Tandil depressa de apercebeu que “por vezes as coisas acontecem por uma razão” – curiosamente uma frase muito utilizada por Djokovic” -, dizendo que “tinha de estar pronto para tirar vantagem desta oportunidade”. “O que vivi foi indescritível”, acrescentou.

De regresso a casa depois de “passar por uma das semanas mais emotivas” da sua vida graças ao ténis, Juan Martin del Potro agradece a Deus e, depois de semanas de recuperação e progresso lento, conclui: “sonhar pode ser fácil, mas transformar os sonhos em realidade é complicado. Acredito que vivi uma das semanas mais inesquecíveis da minha vida e nível pessoal e tenístico”.

Sobre o autor
- Licenciado em Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa. Jornalista da GQ Portugal e colaborador do Bola Amarela desde novembro de 2011, pouco tempo depois de começar a seguir mais atentamente o mundo do ténis. Pretende nunca mais parar.

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