Nick Kyrgios esteve a uma unha de sair de cena do Millennium Estoril Open na primeira ronda, quando no encontro frente a Albert Ramos podia ter sido sancionado com o terceiro warning, que o faria perder o encontro, por se tratar do último jogo, mas a verdade é que o australiano está mais vivo do que nunca na prova portuguesa.

A jovem promessa do ténis mundial, 46.º do mundo, que nunca tinha vencido qualquer encontro em torneios ATP 250 até chegar a Portugal, colocou-se este sábado a um passo de alcançar o primeiro título ATP da carreira, ao bater a muito custo nas meias-finais o espanhol Pablo Carreño Busta, número 64 do mundo, pelos parciais de 5-7, 7-6(2) e 6-3, ao cabo de uma hora e 59 minutos de jogo.

O encontro começou bastante equilibrado, mas seria Kyrgios a perder a concentração no final do primeiro set depois de alguns protestos com o árbitro de cadeira devido a bolas muito perto das linhas. A segunda partida não foi muito diferente, mas, desta feita, o australiano soube manter-se focado durante o tie break, depois de ter desperdiçado dois set points no 6-5. A determinação com que entrou no terceiro parcial revelou-se fundamental para reclamar para si o encontro que valia a primeira final da carreira para ambos os jogadores.

“Estou muito entusiasmado por jogar a minha primeira final. Joguei muito bom ténis esta semana, estou a divertir-me bastante. Hoje foi um encontro difícil. Ele jogou muito bem no primeiro set, falhou muito pouco e deu-me poucas oportunidades no segundo e terceiro sets”, analisou o australiano.

Com este triunfo, Kyrgios fica muito perto de entrar no top-30 e aguarda agora o desfecho do confronto entre Richard Gasquet, finalista do Estoril Open em 2007 e 2012, e Guillermo Garcia-Lopez, recente campeão em Bucareste para conhecer o seu adversário da grande final deste domingo.

“Não tenho preferência. Eles jogam de forma incrível em terra batida, têm muitas vitórias em torneios, muita experiência em finais. Espero que joguem o mais tempo possível hoje”, admitiu Kyrgios após o encontro, confessando ainda que tudo o que vai fazer esta noite é comer um bom jantar e descansar devidamente.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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