Nadal: «Se não fosse o meu tio, a esta hora talvez fosse futebolista»

Depois de o seu tio ter confirmado que deixará a sua equipa técnica no final desta temporada, Rafael Nadal vem agora confirmar que não foi ele quem forçou a separação e que, se não fosse Toni Nadal, talvez a esta hora estivesse a jogar futebol em vez de ténis.

Em entrevista ao jornal francês L’Equipe, Nadal assegura, no entanto, que, apesar de não ter dado o primeiro passo rumo à separação, esta pode ser benéfica para alguém que quer a autonomia de um rapaz de 30 anos e que, com o tempo, já vai sendo capaz de tomar as suas próprias decisões.

Contudo, este pode ser apenas um afastamento temporário, uma vez que, o maiorquino não descarta a possibilidade de contar com a presença do seu tio em torneios importantes, como Roland Garros. “Tenho a minha personalidade e é normal que tome as minhas próprias decisões em muitos temas, mas, apesar disso, sempre pedi a opinião do meu tio, de outros membros da minha equipa e da minha família. Sou alguém que gosta de ouvir a opinião dos outros”, refere Rafa.

Tanto assim é que o vencedor de 14 títulos do Grand Slam elege Toni Nadal como o principal responsável pelo nível que a sua carreira atingiu, chegando mesmo a dizer que sem ele nunca teria chegado onde chegou, tanto a nível profissional como a nível pessoal. Talvez até tivesse seguido a carreira de futebolista, segundo palavras do próprio.

“Gosto quando tenho que me superar. Motivado pelo meu tio, trabalhei duro diariamente, com intensidade, com pressão, para aprender a superar as dificuldades, isso ajudou-me a aceitar as lesões, os momentos difíceis. Tenho um espírito competitivo”, salienta Nadal, em mais uma declaração de apreço ao seu tio. Agora sem Toni Nadal por perto, Rafa reconhece que terá de operar algumas mudanças, mas “não será uma revolução”.

Em relação à presente temporada e ao regresso em grande da rivalidade com Roger Federer, Nadal considerou a recente final do Open da Austrália, disputada entre ambos, como um grande momento para a promoção do ténis. “Teria preferido ganhar, mas estou contente por ter regressado à final de um major e num encontro como este. É a história do nosso desporto”, assegura o espanhol que, garante, não planeia o seu futuro a longo prazo. “Vivo o dia a dia. Todos os anos que vivi têm sido muito acima do que sonhei. Devo à vida tudo o que me deu e espero que isto dure o máximo possível”, diz.

Por fim e, após reconhecer que esta temporada tem treinado sem problemas físicos, conseguindo focar-se a cem por cento no seu jogo, Nadal admite que se sente mais preparado para enfrentar uma vida sem ténis, muito por causa dos longos períodos de ausência a que esteve sujeito, do que sem competição.

 

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