Serena de volta ao topo; Federer no top10

ATP

A final do Open da Austrália, apesar de ser a mais comum da história em torneios do Grand Slam, surpreendeu tudo e todos, uma vez que a expetativa seria voltar a ver os dois primeiros (e destacados) classificados do ranking mundial, Andy Murray e Novak Djokovic, a discutirem mais um Major entre si.

Porém, os ex-número um mundiais Roger Federer e Rafael Nadal provaram que ainda é cedo para deixar de contar com eles no que toca a lutar pelos grandes títulos do circuito profissional masculino, e são recompensados por isso nesta segunda-feira: o suíço, campeão pela quinta vez em Melbourne, está de regresso ao top10 mundial, ao passo que o espanhol – que se poderia ter tornado no primeiro a completar o Grand Slam de carreira por duas ocasiões – “roda” a sua classificação em 180 graus e é agora o 6º tenista mundial.

Ainda dentro do top10, Stan Wawrinka retorna ao pódio e Gaël Monfils protagoniza um percurso inverso ao de Nadal. Já os carrascos de Murray e Djokovic sobem, respetivamente, Mischa Zverer (para o 35º posto, o seu novo máximo de carreira) e Denis Istomin (de regresso ao top80, a maior subida dentro do top100). Pablo Carreño-Busta, que foi derrotado por Istomin na terceira ronda, também nunca esteve tão acima na hierarquia.

1. (1) Andy Murray (Reino Unido), 11.540 pontos
2. (2) Novak Djokovic (Sérvia), 9.825 pontos
3. (4) Stan Wawrinka (Suíça), 5.695 pontos
4. (3) Milos Raonic (Canadá), 4.930 pontos
5. (5) Kei Nishikori (Japão), 4.830 pontos
6. (9) Rafael Nadal (Espanha), 4.385 pontos
7. (7) Marin Cilic (Croácia), 3.560 pontos
8. (8) Dominic Thiem (Áustria), 3.505 pontos
9. (6) Gael Monfils (França), 3.445 pontos
10. (17) Roger Federer (Suíça), 3.260 pontos

26. (31) Pablo Carreño-Busta (Espanha), 1.450 pontos
35. (50) Mischa Zverev (Alemanha), 1.238 pontos
80. (117) Denis Istomin (Uzbequistão), 668 pontos


WTA

Também com 35 anos, Serena Williams continua sem dar sinais de, mesmo apesar de ter agora em Angelique Kerber uma adversária à altura, querer abandonar o domínio que tem detido desde o início da década.

A mais nova das irmãs Williams derrotou a mais velha para se tornar na tenista com mais vitórias em torneios do Grand Slam na Era Open e recupera, de igual modo, a liderança da hierarquia mundial feminina. Já Venus está muito perto de regressar ao lote das dez primeiras, subindo seis posições até à 11ª.

Ainda no top10, nota para Karolina Pliskova e Dominkia Cibulkova, a primeira por se estrear no pódio, a segunda por igualar, no 5º posto, o seu melhor de sempre. Há, ainda, três tenistas que também nunca estiveram tão acima na hierarquia que merecem destaque: as (surpreendentes) semifinalistas Mirjana Lucic-Baroni (sobe 50 lugares!) e Coco Vandeweghe e a não menos inesperada qualifier Jennifer Brady, derrotada por Lucic-Baroni na quarta ronda e que hoje “fura” o top80.

1. (2) Serena Williams (EUA), 7.780 pontos
2. (1) Angelique Kerber (Alemanha), 7.115 pontos
3. (5) Karolina Pliskova (Rep. Checa), 5.270 pontos
4. (4) Simona Halep (Roménia), 5.073 pontos
5. (6) Dominika Cibulkova (Eslováquia), 4.985 pontos
6. (3) Agnieszka Radwanska (Polónia), 4.915 pontos
7. (7) Garbiñe Muguruza (Espanha), 4.720 pontos
8. (10) Svetlana Kuznetsova (Rússia), 3.915 pontos
9. (8) Madison Keys (EUA), 3.897 pontos
10. (9) Johanna Konta (Reino Unido), 3.705 pontos

11. (17) Venus Williams (EUA), 3.530 pontos
20. (35) Coco Vandeweghe (EUA), 2.136 pontos
29. (79) Mirjana Lucic-Baroni (Croácia), 1.556 pontos
78. (116) Jennifer Brady (EUA), 782 pontos


Portugueses

Apesar de ambos terem perdido para tenistas locais na primeira ronda, as variações de João Sousa e Gastão Elias na atualização pós-Open da Austrália são distintas: o vimaranense desce quatro lugares, enquanto o lourinhanense sobe uma posição. Ambos estarão no CIF a representar Portugal contra Israel a contar para a Taça Davis a partir da próxima sexta-feira.

Há duas subidas a destacar, referentes aos dois finalistas do Future de Hammamet, na Tunísia: João Domingues, o campeão, escala desde o 343º para o 316º posto e alcança novo máximo, ao passo que Gonçalo Oliveira sobe mais de cinquenta posições.

41. (37) João Sousa, 1.055 pontos
76. (77) Gastão Elias, 685 pontos
192. (189) Pedro Sousa, 293 pontos
316. (343) João Domingues, 154 pontos
363. (366) Frederico Ferreira Silva, 127 pontos
424. (426) Fred Gil, 97 pontos
426. (477) Gonçalo Oliveira, 96 pontos
558. (556) André Gaspar Murta, 61 pontos
587. (587) João Monteiro, 53 pontos
863. (863) Bernardo Saraiva, 18 pontos
889. (892) Rui Machado, 16 pontos
921. (923) Nuno Deus, 15 pontos
978. (980) Miguel Semedo, 12 pontos


Portuguesas

Michelle Larcher de Brito desce quinze posições, para o 245º posto. Além da número um luso, apenas Maria João Koehler piora a sua posição. Já as “Ineses” nunca estiveram tão cima, com Murta a igualar o seu 548º lugar do passado mês de outubro e Mesquita a figurar como 1141ª WTA.

245. (230) Michelle Larcher de Brito, 198 pontos
548. (550) Inês Murta, 49 pontos
754. (748) Maria João Koehler, 21 pontos
1141. (1155) Inês Mesquita, 5 pontos
1159. (1173) Cláudia Cianci, 5 pontos

Sobre o autor
- Licenciado em Ciências da Engenharia - Engenharia Física. Estudante de Mestrado em Engenharia Física Tecnológica no Instituto Superior Técnico. Membro da equipa desde maio de 2011 e grande entusiasta por ténis.

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