Andy Murray é o 17º número um de final de ano

ATP

E chegou ao fim esta atípica temporada do circuito masculino de 2016! Ainda falta disputar a final da Taça Davis, no próximo fim-de-semana, mas o símbolo da ATP não se voltará a ver num torneio até ao início de 2017.

Foi, sem dúvida, um ano emocionante, com dois momentos distintos: na primeira metade do ano, Novak Djokovic manteve a extraordinária forma que trazia de 2015 e sagrou-se, finalmente, campeão em Roland Garros – tornando-se no primeiro a deter todos os quatro torneios do Grand Slam em simultâneo na Era Open. Após esse triunfo, porém, o sérvio entrou num momento de descontração que, provavelmente, durou mais tempo do que o próprio poderia prever – Djokovic chegou inclusive a levar um “pneu” do brasileiro Thomaz Bellucci! – e, apesar das finais alcançadas no US Open e na O2 Arena, “Nole” não conseguiu voltar consistentemente ao seu melhor antes do final do ano.

É neste contexto que aparece Andy Murray como líder da hierarquia. O britânico perdeu as finais do Open da Austrália (pela quinta vez) e do Open da França, ambas para o seu amigo Djokovic, mas tudo mudou com os triunfos e Wimbledon e nos Jogos Olímpicos, ambos pela segunda vez na carreira. Após ter chegado a estar a mais de oito mil pontos de “Nole” (menos de metade) a meio do ano, a sequência de cinco títulos consecutivos para terminar a época, que culminou com a vitória frente ao tenista dos Balcãs na final das ATP World Tour Finals, permite-lhe fechar 2016 como o tenista com mais títulos, nove, e com mais de 900 pontos de vantagem na liderança. Recorde aqui todos os líderes da hierarquia no final de cada ano.

Há ainda três tenistas a destacar pela positiva, após alcançarem novos recordes pessoais na atualização desta segunda-feira. O canadiano Milos Raonic, finalista em Wimbledon, esteve muito perto de “vingar” essa derrota nas meias-finais do “Masters”, onde chegou a dispor de match-point, mas não foi capaz de travar a sequência vitoriosa de Murray. Esse resultado, porém, o seu melhor na O2 Arena de sempre, leva-o hoje ao terceiro posto pela primeira vez na carreira. Ainda no top10, Marin Cilic também nunca esteve tão acima, ao passo que, descendo pela hierarquia, o argentino Diego Schwartzman triunfou no Challenger de Montevideu e sobe seis posições para culminar uma temporada com um saldo de 17-17 no circuito ATP.

1. (1) Andy Murray (Reino Unido), 12.685 pontos
2. (2) Novak Djokovic (Sérvia), 11.780 pontos
3. (4) Milos Raonic (Canadá), 5.450 pontos
4. (3) Stan Wawrinka (Suíça), 5.315 pontos
5. (5) Kei Nishikori (Japão), 4.905 pontos
6. (7) Marin Cilic (Croácia), 3.650 pontos
7. (6) Gael Monfils (França), 3.625 pontos
8. (9) Dominic Thiem (Áustria), 3.415 pontos
9. (8) Rafael Nadal (Espanha), 3.300 pontos
10. (10) Tomas Berdych (Rep. Checa), 3.060 pontos

52. (58) Diego Schwartzman (Argentina), 864 pontos


WTA

Com a temporada WTA oficialmente terminada, os destaques desta segunda-feira vão para três regressos ao lote das cem primeiras: Shuai Peng, que triunfou no segundo ITF de Shenzhen da temporada, Evgeniya Rodina, vencedora em Taipé, e Donna Vekic, quarto-finalista em Limoges e de quem esperamos que 2017 seja o ano em que confirma, de vez, todo o seu potencial.

1. (1) Angelique Kerber (Alemanha), 9.080 pontos
2. (2) Serena Williams (EUA), 7.050 pontos
3. (3) Agnieszka Radwanska (Polónia), 5.600 pontos
4. (4) Simona Halep (Roménia), 5.228 pontos
5. (5) Dominika Cibulkova (Eslováquia), 4.875 pontos
6. (6) Karolina Pliskova (Rep. Checa), 4.600 pontos
7. (7) Garbiñe Muguruza (Espanha), 4.236 pontos
8. (8) Madison Keys (EUA), 4.137 pontos
9. (9) Svetlana Kuznetsova (Rússia), 4.115 pontos
10. (10) Johanna Konta (Reino Unido), 3.640 pontos

84. (103) Shuai Peng (China), 763 pontos
91. (104) Evgeniya Rodina (Rússia), 712 pontos
100. (101) Donna Vekic (Croácia), 658 pontos


Portugueses

O principal destaque de hoje dos tenistas lusos volta a ser João Domingues, que desta feita escala 32 lugares para estabelecer novo máximo de carreira. Há ainda outras subidas a destacar, como as 23 posições de Fred Gil e o regresso de Bernardo Saraiva ao top1000, fruto de um salto de 175 (!) postos. Quanto a descidas, Frederico Silva piora a sua posição pela terceira semana seguida. João Sousa mantém-se como 43º tenista mundial e Gastão Elias sobe um posto.

43. (43) João Sousa, 1.030 pontos
82. (83) Gastão Elias, 675 pontos
190. (189) Pedro Sousa, 304 pontos
337. (369) João Domingues, 142 pontos
359. (326) Frederico Ferreira Silva, 128 pontos
450. (473) Fred Gil, 87 pontos
516. (513) André Gaspar Murta, 68 pontos
547. (550) Gonçalo Oliveira, 63 pontos
681. (683) João Monteiro, 37 pontos
896. (892) Rui Machado, 16 pontos
933. (1108) Bernardo Saraiva, 14 pontos
989. (989) Nuno Deus, 12 pontos
996. (996) Miguel Semedo, 11 pontos


Portuguesas

Após uma atualização sem sem mudanças de pontuação, Maria João Koehler é a única portuguesa a subir (e a não descer).

235. (233) Michelle Larcher de Brito, 223 pontos
558. (556) Inês Murta, 47 pontos
735. (740) Maria João Koehler, 22 pontos
1139. (1131) Cláudia Cianci, 6 pontos
1155. (1151) Inês Mesquita, 5 pontos
1187. (1181) Sara Lança, 4 pontos

Sobre o autor
- Licenciado em Ciências da Engenharia - Engenharia Física. Estudante de Mestrado em Engenharia Física Tecnológica no Instituto Superior Técnico. Membro da equipa desde maio de 2011 e grande entusiasta por ténis.

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