Zilhão sobre Del Potro: «Nunca pagámos um cachê tão alto a um jogador»

No ano passado escapou, optando por viajar até à fria e pesada terra batida de Munique, mas a esta edição do Millennium Estoril Open não falta. Juan Martin del Potro, uma das figuras mais queridas do público português (e mundial), não resistiu às investidas de João Zilhão, que não olhou a meios para trazer o “bom gigante” ao Clube de Ténis do Estoril pela primeira vez.

“Em três edições do Millennium Estoril Open nunca pagámos um cachê tão alto a um jogador”, revelou o diretor da prova ATP 250 nacional em entrevista ao jornal Record, adiantando que só haverá prémios de presença para a “Torre de Tandil” a partir das meias-finais. “É claramente uma mais-valia para o torneio e desde que revelámos o seu nome, as vendas de bilhetes dispararam. Os ingressos estão esgotados para os últimos dois dias, desde há alguns dias”.

O argentino de 28 anos, 33.º mundial, surge como sétimo cabeça-de-série, mas apenas no papel, porque, no court, Zilhão acredita que tem condições para se chegar bem mais à frente. “É um jogador cheio de carisma, de uma entrega total e muito profissional. Fez um final de temporada em 2016 fantástico, batendo Novak Djokovic e Rafael Nadal nos Jogos Olímpicos. E depois viria a conquistar a Taça Davis para a Argentina pela primeira vez. Notável, sem qualquer dúvida”.

Sobre a arte de sedução, neste apertado jogo de caça aos jogadores, o diretor do maior torneio português revela que é preciso ver para lá dos cifrões. “Eles querem bons hotéis, viagens curtas para o local da competição e toda a comodidade, sem serem importunados. Tudo isso é levado em linha de conta nas negociações, mas a nossa oferta nestes casos é excelente”, assegurou.

O campeão do Open dos Estados Unidos, campeão no Jamor em 2011 e 2012, só entra em court a meio da próxima semana, mas a ação no Clube de Ténis do Estoril começa já este sábado, com o arranque da fase de qualificação.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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