Treinador garante: «Ainda não vimos o melhor Thiem. Ele pode ganhar a qualquer um em terra»

É de Rafael Nadal que se fala assim que começamos a calcar a terra batida, mas cuidado com Dominic Thiem. O Austríaco gosta de um bom pó-de-tijolo, e o seu jogo parece gostar ainda mais. A prova disso são as meias-finais em Roland Garros alcançadas no ano passado e os seis títulos sobre a superfície ocre num total de oito conquistados até então.

Ninguém vai querer perder o austríaco de 23 anos e vista nos próximos dois meses, sobretudo o seu treinador Gunter Bresnik, que acredita ter nas suas mãos alguém capaz de grandes feitos nesta temporada de terra batida. “Acredito que o Dominic tem qualidade suficiente para que ninguém se surpreenda ao vencer qualquer torneio”, disse o técnico de 55 anos em entrevista ao Salzburg.

“Ele ainda não atingiu o seu auge. Ainda não vimos o melhor Thiem. Ele pode ganhar a qualquer um em terra. Está a jogar melhor do que no ano passado e atualmente está no melhor nível de sempre”, enalteceu Bresnik, destacando a boa preparação que têm vindo a fazer, depois de já este ano ter levantado um troféu sobre terra, em fevereiro.


Ele encontra o seu lugar na terra batida.


“No Rio [de Janeiro, Brasil], ganhou o torneio com a pior preparação possível”, admite, mas “a preparação para esta temporada de terra batida está a ser ótima”, tendo conseguido “trabalhar alguns aspetos”, apostando em mudanças relacionadas com a raquete e até com os ténis do jogador austríaco. O plano é chegar na máxima força a Roland Garros, “o torneio mais importante do ano”.

“Há alguma pressão, mas penso que ele é capaz de lidar bem com isso. Todos os Grand Slams são importantes, mas ele encontra o seu lugar na terra batida”, defende Bresnik. Antes de rumar a Paris, Thiem vai passar por Montecarlo, Barcelona, Madrid e Roma.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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