Super-esquerda de Federer é o orgulho do pai Robert: «Bate a esquerda, porra!»

Se há ensinamento que Roger Federer se tem esforçado por nos passar é que nunca se é demasiado velho para nada. Seja para recuperar de uma cirurgia em grande estilo, vencer Grand Slams e, porque não, começar a ouvir os conselhos do pai. Ultrapassados os dois primeiros desafios com sucesso nos últimos meses, o suíço de 35 anos decidiu empenhar-se no terceiro.

No seu embate com Rafael Nadal, nos oitavos-de-final de Indian Wells, Federer tirou do bolso algumas esquerdas absolutamente demolidoras, pela potência e precisão, que deixaram o maiorquino colado ao chão e os espetadores de queixo caído. E, quando muitos falavam nas boas influências de Ivan Ljubicic, o helvético chama para a conversa o pai Robert.

“A primeira coisa que me disse depois do encontro foi, ‘ótimo encontro, excelentes esquerdas'”, contou Federer ao Tennis Channel. “Ele foi, basicamente, a primeira pessoa a dizer-me, ‘bate a esquerda, porra. Não recues nem faças slice a toda a hora'”. Filhos obedientes fazem pais felizes, e Robert Federer não tem com o que se queixar.

Robert Federer é presença assídua nos torneios mais importantes

Nem os seus treinadores. “Acho que todos os treinadores me foram dizendo ao longo da carreira para ser mais agressivo com a minha esquerda. Talvez, no fundo, eu não acreditasse que podia fazer isso nos momentos importantes, mas acho que isso está a mudar, o que me deixa satisfeito”.

A nova raquete, com uma cabeça maior, é, para Federer, uma das grandes responsáveis por esta revigorada esquerda, mas não a única. “A bola tem de ser apanhada na subida, e, para isso, é preciso um bom trabalho de pés, porque só assim se consegue apanhar a bola no topo. Este ano, sinto-me muito confortável com esta raquete, e acho que ganhei confiança na minha esquerda”.

Federer regressa ao court esta sexta-feira, para mais um duelo que se adivinha intenso diante de Nick Kyrgios. O encontro relativos aos quartos-de-final acontece às 19 horas portuguesas, 16h no Brasil (Brasília).

Sobre o autor
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Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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