Rafael Nadal: «Não podemos mudar mais torneios para piso rápido»

Mais torneios em superfícies rápidas? Não, obrigada. Como tantas vezes o fez ao longo da sua carreira, Rafael Nadal aproveitou que o assunto voltou a estar em cima da mesa, em Indian Wells, para puxar afincadamente a brasa à sua sardinha.

O nove vezes campeão de Roland Garros defende que o circuito já está suficientemente munido de provas jogadas sobre pisos duros e que não faz sentido que o Rio Open siga o exemplo de Acapulco. “Bom, o Rio é fantástico”, começou por dizer Nadal aos jornalistas presentes no deserto da Califórnia.

“O Rio [Open] é em terra batida, não é em piso rápido. Não podemos mudar mais torneios para piso rápido. Já temos torneios em piso rápido suficientes. A terra batida é parte da história do nosso desporto, portanto precisamos de provas em terra. E, ao mesmo tempo, a história da América Latina é mais terra batida do que superfícies duras. Precisamos de preservar isso”.

A prova ATP 500 brasileira almeja ainda ascender à categoria ATP 1000, e, quanto a isso, Nadal não vê facilidades. “Ser ATP 1000 atualmente é difícil”, frisou o número seis mundial, aproveitando para afirmar que há questões que precisam de ser resolvidas antes de se prensar em mudar a superfície.

“Não sei o que é que vai acontecer em 2019, mas penso que o calendário devia sofrer algumas alteração. As condições climáticas naquela altura do ano são extremas para se estar a realizar um torneio, na minha opinião. Precisamos mais do corrigir isso do que outras coisas”, concluiu o rei da terra batida.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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