Rafael Nadal discorda das mudanças na Taça Davis: «A ITF só pensa nas pequenas coisas»

Esta semana foi determinante para o futuro da Taça Davis com as drásticas alterações anunciadas pela Federação Internacional de Ténis, que planeia acabar com os encontros à melhor de cinco partidas. As notícias começaram a chegar aos ouvidos dos jogadores e Rafael Nadal já teve oportunidade de falar sobre o assunto, discordando do ponto de vista da organização como uma tentativa de atração dos melhores jogadores de cada país.

O jogador espanhol, que derrotou ontem João Sousa e Pablo Carreño-Busta ao lado de Bernard Tomic nos pares de Indian Wells, comentou as mais recentes mudanças anunciadas pela ITF para a Taça Davis, partilhando uma opinião divergente:

“Do meu ponto de vista, a solução para a Taça Davis não passa por meter os encontros à melhor de três sets. Acho que não pode haver um campeão novo a cada ano, isso desvaloriza a competição. Se os jogadores top não jogam, isto é porque algo não está a ser feito corretamente. É preciso mudar, mas a ITF só pensa nas pequenas coisas”.

Rafael Nadal diz não ter a certeza sobre se estará presente nos quartos-de-final da Taça Davis, entre os dias 7 e 9 de Abril, na eliminatória que vai colocar frente-a-frente a Espanha e a Sérvia. Tudo porque logo a seguir se disputam os torneios sobre a terra-batida, onde o maiorquino tem mais tendência a pontuar, e por isso é necessário tempo de preparação e de adaptação

“A Taça Davis é uma competição maravilhosa e muito emocionante”, acrescentou Nadal, “para manter esse nível de emoção e essa qualidade de ténis, tens de fazer as coisas bem para os melhores jogadores. Esses jogadores precisam de se sentir confortáveis cada vez que se disputa a Taça Davis”. Sem avançar muitos detalhes sobre as suas sugestões, o antigo número um do mundo referiu que “se houvesse só uma eliminatória por ano, os jogadores sentiriam-se mais motivados para ir à Taça Davis”.

 

Sobre o autor
- Licenciado em Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa. Jornalista da GQ Portugal e colaborador do Bola Amarela desde novembro de 2011, pouco tempo depois de começar a seguir mais atentamente o mundo do ténis. Pretende nunca mais parar.

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