Não há professor como o Federer, diz Dimitrov

Se a derrota pode revelar-se a melhor das professoras, quando é imposta por Roger Federer os ensinamentos duplicam. Grigor Dimitrov é acérrimo defensor da teoria, admitindo à revista “Interview” que muito aprendeu com as cinco derrota diante do helvético de (quase, quase) 35 anos.

“Eu sempre aprendi muito com os encontros em que defrontei o Roger”, disse o búlgaro de 25 anos, visto desde tenra idade como o descendente perfeito do campeoníssimo suíço. “Apercebo-me do quanto posso evoluir e do quanto posso melhorar em determinadas situações no court”.

dimitrovApesar de ter vencido Novak Djokovic e Andy Murray em uma e três ocasiões, respetivamente, Dimitrov admite que as grandes lições foram recebidas do maestro suíço. “Joguei com o Novak algumas vezes. Joguei com o Andy mais vezes do que com qualquer outro, mas sempre aprendi mais com o Roger”.

“Obviamente que o resultado é o mesmo, porque ainda não o derrotei, mas aprendo muito. É claro que os outros jogadores são inacreditáveis e estão sempre no topo da sua forma”, acrescentou o búlgaro, que diz querer ser lembrado não apenas como tenista.

“Adoro o ténis. Mas mesmo que me tornasse no melhor de todos os tempos, não iria querer que fosse apenas o ténis a definir-me. Sou uma pessoa e quero ser lembrado como realmente sou. Sou muito mais do que ténis. O ténis é o meu sonho, é o que eu adoro. E é o que eu quero fazer melhor”, sublinhou Dimitrov, antes de revelar que, além de pintar retratos para os amigos, usa o tempo livre também para desenhar roupas. “É isto que eu sou”.

Com a camisola do seu país vestida, o número 34 mundial prepara-se para se estrear nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, diante do campeão do US Open 2014, Marin Cilic. É um dos jogos embates da primeira ronda.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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