Nadal sobre Federer: «Tem o talento de fazer parece fácil o que é difícil»

Um mês e meio depois do embate no Open da Austrália, Rafael Nadal e Roger Federer voltam a estar de encontro marcado, para êxtase dos adeptos da modalidade. Desta feita, o 36.º confronto vai acontecer ainda longe da final, nos oitavos-de-final do torneio de Indian Wells, quando em Portugal bater a meia-noite.

Acostumado a ajustar contas com o suíço nas derradeiras rondas dos torneios (em 35 encontros, 22 foram finais), o maiorquino de 30 anos admite que preferia que o confronto entre ambos fosse adiado por mais uma rondas, mas não dramatiza. “É duro, mas não acontece todas as semanas”, frisou. “A única forma de evitar isso é subindo no ranking”.

“É uma parte do quadro má para todos nós. Não é bom para os bons jogadores terem de sair tão cedo. Neste caso, não interesse quem é que está a jogar bem, porque na nossa metade do quadro só um de nós é que segue para as meias-finais”, sublinhou Nadal, relembrando o primeiro embate entre ambos, na terceira ronda de Miami, em 2004.

“Entrei no court sem nada a perder. Estava muito motivado para jogar com o número um mundial. Naquela altura, eu tinha 17 anos. Para mim, não importava se defrontava o Roger numa ronda inicial. Não me sentia azarado por isso. Foi um encontro bonito, e eu entrei no court para aproveitar o embate e lutar pela vitória”, revelou Nadal, que acabaria por vencer por duplo 6-3.

E, se nessa altura, ainda mal sabia com o que podia contar, agora conhece o seu adversário como a palma da mão. “Tem o talento de fazer parecer fácil o que é difícil. É capaz de apanhar a bola muito cedo. De conseguir winners com o serviço e com a pancada seguinte. É capaz de apanhar a bola sempre bem dentro do court e subir à rede muito rapidamente. Se envias uma bola mais curta, sabes que ele vai entrar no court para tentar o winner, e ficas em apuros”.

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Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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