Nadal: «Estou muito mais preocupado com os meus joelhos do que com o meu pulso»

O desembaraço com que arreda a concorrência e a facilidade com que levanta troféus quando sente a terra por baixo dos pés são tais, que Rafael Nadal mal precisa de se preocupar com específicas e minuciosas adaptações à mais exigente das superfícies. É chegar e andar, certo? Errado. Totalmente errado.

Em entrevista ao The Independent, o maiorquino revelou que sentir-se como peixe na água na terra em que é rei implica passar por um processo demorado e que exige cuidados redobrados, pelo muito que exige do seu corpo. “Estou muito mais preocupado com os meus joelhos do que com o meu pulso“, admitiu o espanhol de 30 anos, que no ano passado foi obrigado a abandonar Roland Garros na terceira ronda e a desistir de Wimbledon devido a lesão no pulso.

“Acredito que os meus joelhos são mais perigosos para mim do que o pulso. A lesão no pulso foi um acidente. Tive dois problemas com o meu pulso – em 2014 e no ano passado – e em ambas as vezes foi por causa de maus movimentos. Não é algo que vá piorando. Não é o mesmo tipo de lesão que os meus joelhos”, explicou.


Preciso de me lembrar de como é que se ganham pontos, de defender, de me movimentar, de perceber em que bolas é que posso arriscar


Nadal tem estreia marcada na temporada que mais lhe enche as medidas – e o palmarés -, frente a Kyle Edmundo, em Monte Carlo, esta quarta-feira. “Preciso de tempo e de horas passadas no court. Preciso de me lembrar de como é que se ganham pontos, de defender, de me movimentar, de perceber em que bolas é que posso arriscar e em quais é que não posso. É um processo, não é automático“, afirma.

Pode parecer que se trata de algo natural para mim, por causa do sucesso que tive nesta superfície, mas não é assim tão simples, principalmente quando não se joga nela durante quase um ano. Ajustar o jogo leva tempo. Adaptei o meu jogo e o meu corpo à terra aos poucos. Comecei devagar, com treinos de 45 minutos, de uma hora e só depois de uma hora e meia, nos primeiros dias. Se não o fizesse, poderia contrair uma nova lesão”, alertou.

Nadal inicia a sua caminhada rumo ao décimo título no Mónaco por volta das 13 horas em Portugal Continental, 10 horas no Brasil (Brasília).

Sobre o autor
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Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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