João Sousa está de regresso às vitórias em torneios Maters 1000. O vimaranense, atualmente na 56.ª posição do ranking mundial, derrotou ao início da tarde desta segunda-feira o francês Edouard Roger-Vasselin, 133.º ATP, por 6-1, 3-6 e 6-0, em 1 hora e 37 minutos de jogo, assegurando um lugar na segunda ronda do Monte Carlo Rolex Masters, depois dos resultados negativos nas rondas inaugurais de Indian Wells e Miami.

Parado há duas semanas devido a problemas no joelho direito, o número um nacional entrou em court no Monte Carlo Country Club sem dar quaisquer sinais de lesão, tendo aproveitado a fraca prestação do gaulês no capítulo do serviço (venceu apenas 22 por cento dos pontos com a primeira bola) para sair em vantagem.

Com o segundo set vieram os problemas para o português de 26. Mesmo tendo recuperado o break cedido de entrada, que o fez passar de 1-4 para 3-4, revelou-se incapaz de igualar o marcador a 4 quando teve o serviço do seu lado, o que acabou por lhe custar o segundo parcial.

Na hora de todas as decisões, no entanto, Sousa não falhou. Esteve muito perto de ver o seu serviço desmantelado mal o terceiro set começou, mas manteve-se alerta e salvou dois pontos de break. A partir desse momento, o jogador de Guimarães fez do court a sua casa, construindo muito bem as jogadas do fundo do court e subindo à rede para matar os pontos (venceu 13 pontos de 19 possíveis nas imediações da rede).

A determinação que o fez voar para o 5-0 foi, no entanto, ligeiramente abalada no final da derradeira partida, levando o jogador nacional a desperdiçar três match points. Mas à quarta Sousa não falhou, agarrando definitivamente a vitória na terra batida do Masters 1000 disputado no Mónaco.

O vimaranense defronta na quarta-feira nada mais, nada menos que Milos Raonic, número seis mundial e quarto cabeça-de-série em Monte Carlo. Os dois jogadores defrontaram-se uma única vez – no Estoril Open 2011 – tendo o canadiano levado a melhor por duplo 6-3.

Foto: epa
Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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