Gulbis: «Jogo ténis porque isso faz de mim um homem melhor»

Dada a generosa dose de habilidade e audácia que concentra em si, Ernests Gulbis podia ter o mundo do ténis a seus pés, ou quase, mas o letão de 28 anos vai demonstrando que sonhar alto não está entre os seus passatempos preferidos. A sua prioridade, admite, em tom filosófico, passa por usar o ténis como um meio para ser uma pessoa melhor.

“Jogo ténis porque sei que isso faz de mim um homem melhor”, disse Gulbis em entrevista ao Spors 360º. “Assim que perceber que o ténis deixou de ser um instrumento útil, que não me vai ajudar a ser uma pessoa melhor, vou parar de o fazer. Não jogo ténis por dinheiro ou para ganhar popularidade“, garante.

“Conhecemo-nos muito melhor ao ultrapassar todos estes altos e baixos, através da análise que fazemos de nós próprios, através das batalhas, das vitórias, das derrotas, do comportamento das pessoas, pela forma como elas nos tratam quando ganhamos e quando perdemos”, acrescentou.


“Sou o tipo de jogador que depois de duas vitórias posso ganhar o torneio”


Gulbis não sabe o que é levantar um troféu há três anos e está fora do top 100 desde agosto do ano passado. “Não é desencorajador. Não é uma tragédia. Eu sou o tipo de jogador que depois de duas vitórias posso ganhar o torneio – continuo a acreditar nisso. Não importa que tipo de torneio é, eu só preciso de duas, três vitórias consecutivas”, concluiu o atual 494.º mundial e antigo top 10.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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