Greg Rusedski sobre o futuro de Murray: «Acho que não volta a ganhar um Grand Slam»

A cirurgia à anca já era há muito tema de conversa, mas foi sem grande alarido que Andy Murray entrou na sala de operações para tentar cortar o mal pela raiz. À fotografia que partilhou nas redes sociais, ainda com cara de quem estava sob o efeito da anestesia, juntou uma mensagem positiva e de esperança no que está ainda por vir.

O seu otimsmo não é, no entanto, partilhado pelo do seu compatriota Greg Rusedski, antigo número quatro do ranking, que diz ter dúvidas sobre se Murray voltará a jogar a um nível que lhe permita voltar a alcançar grandes feitos. “Acho que ele não vai voltar a ganhar um Grand Slam, por causa dos seus problemas físicos, mas espero que ele me prove que estou errado”, disse o ex-jogador à BBC Radio 5.

“Vai demorar muito tempo [para recuperar], e desejo-lhe o melhor, porque uma cirurgia à anca é algo difícil de gerir”, acrescentou Rusedski. “Ele fez tudo o que podia. Com um problema na anca, descansa-se seis meses e espera-se voltar recuperado, mas ele não regressou como queria, não teve escolha. Provavelmente vai levar mais seis meses a recuperar da operação”, frisou.

Rusedski defende que o caso de Murray afasta-se do de Roger Federer, que foi operado ao joelho no verão de 2016, tendo regressado em grande forma seis meses depois. “O Murray tem muito mais para ultrapassar. O Federer nunca tinha tido uma opreação na sua vida, ele teve um pequeno problema no menisco, contraído enquanto dava banho aos filhos, nada teve a ver com ténis. O Murray tem mais dificuldades para enfrentar”.

“Vai ser um grande desafio, mas ele é um dos maiores desportistas que já tivemos no nosso país, e espero que ele ultrapasse tudo isto”.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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