Galo Blanco fala do trabalho com Thiem: “Estamos a trabalhar para ganhar ao Federer e ao Nadal”

É um dos treinadores mais populares do circuito masculino e conta no currículo com nomes como Milos Raonic, Jurgen Melzer e Elias Ymer, todos nomes com quem já trabalhou e que ajudou a melhorar. Hoje em dia, Galo Blanco ocupa grande parte do seu dia a ajudar a melhorar o ténis de Dominic Thiem e revela que o objetivo é chegar ao nível das grandes estrelas da ATP.

Atualmente na sexta posição do rankign e com um total de nove títulos ATP, Dominic Thiem quer mais, sabe que é capaz de mais e por isso chamou para a sua equipa o experiente Galo Blanco, para trabalhar em conjunto com o seu treinador principal, Gunter Bresnik. Esta foi uma estratégia adotada no final do ano passado e que já tem dado os seus frutos, nomeadamente com o título no ATP 250 de Buenos Aires

“Com o tempo, acredito que [o Thiem] se vá tornar mais forte mentalmente, e que faça melhores análises de situações do encontro”, referiu Blanco, que também tem trabalhado com Karen Khachanov e Andrey Rublev, em entrevista ao site da ATP“Não me surpreende a potência que ele tem agora porque sabemos o quão forte ele é. Com o Dominic, estou a tentar que ele bata ainda mais forte e que falhe menos. Essa é a minha tarefa”.

Atualmente com 24 anos, Thiem é considerado um futuro líder da hierarquia mundial por muitos conhecedores da modalidade, mas será que ele tem mesmo capacidade de chegar a número um? Galo Blanco acredita que sim:

“Sim, sem dúvida que tem. Ele já esteve bem lá em cima (número quatro, em 2017) e é natural que queira mais. Ele é muito exigente porque quer chegar mais alto no ranking. Hoje em dia é claro que há jogadores melhores do que ele, como o Federer e o Nadal, mas estamos a trabalhar para lhes ganhar. E para conseguirmos isso estamos a fazer um trabalho muito intenso”

Já com vários anos de experiência no mercado e nos meandros do ténis, o técnico espanhol, que na sua carreira chegou a número 40 do mundo deixou ainda alguns conselhos para os seus colegas de profissão ao dizer que “o treinador tem de saber ouvir, por vezes corrigir e outras vezes mandar”, e que, quando está com o seu pupilo, “o ego pessoal tem de ser posto de parte. Aquilo que fizeste como jogador já passou, estás agora a trabalhar para um jogador que está sozinho no court e que precisa de ajuda”.

Sobre o autor
- Licenciado em Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa. Jornalista da GQ Portugal e colaborador do Bola Amarela desde novembro de 2011, pouco tempo depois de começar a seguir mais atentamente o mundo do ténis. Pretende nunca mais parar.

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