Federer sobre Sharapova: «Ela pagou o preço pelo que fez. Já passou»

No meio é que está a virtude, ou, neste caso, na moderação. Para Roger Federer não há oito nem oitenta quando se trata do especial caso de Maria Sharapova, que está a poucas semanas de ficar livre do castigo pelo teste antidoping positivo e que tem já garantida a presença em três torneios por via de wildcards, para desagrado de alguns dos maiores nomes do ténis mundial.

“É um caso difícil”, disse o suíço de 35 anos aos jornalistas em Indian Wells. “É o primeiro [do género]. Algumas pessoas vão aprovar, outras não. Ela pagou o preço pelo que fez, é tudo o que se pode dizer sobre isso”, acrescentou.

“Percebo o argumento dos jogadores e das pessoas que ficam chateados por causa dos wildcards, e dos outros que acham que ela cumpriu o que tinha a cumprir. Acho que está tudo bem agora. Já passou”, sublinhou Federer, admitindo que este caso pode servir de exemplo para situações futuras.

“Pode-se rever a regra que determina que cabe apenas ao diretor do torneio decidir se a Maria, ou outra pessoa, merece ou não o wildcard depois de uma suspensão. Ou até se os wildcards não deveriam ser permitidos em certas categorias de torneios. É um bom assunto para debater mas, ao mesmo tempo, é complicado”, reforçou Federer.

A suspensão de Sharapova termina no dia 25 de abril, terça-feira, e é logo no dia seguinte que terá as portas do court abertas para disputar a primeira ronda do torneio de Estugarda, na Alemanha, onde está garantida graças a um convite da organização. “Tenho a certeza de que ela está feliz por poder voltar à competição”, concluiu Federer.

Sobre o autor
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Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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