Federer sobre manipulação de resultados: «Adorava ouvir nomes»

Roger Federer despendeu apenas quatro jogos no encontro inaugural do Open da Austrália, como seria expectável, mas o que talvez não estivesse nos planos do número três mundial era ter de enfrentar assuntos tão pouco animadores na sala de imprensa.

Com o assunto da manipulação de resultados, sustentado por documentos que indiciam o nome (não revelado) de um campeão de Wimbledon, a dominar as atenções em Melbourne, o suíço foi “espremido” pelos jornalistas mal colocou os pés na sala de imprensa, à semelhança do que aconteceu com Novak Djokovic.

“Gostava de ouvir o nome”, disse o helvético de 34 anos. “Adorava ouvir nomes. Pelo menos tínhamos coisas concretas e podíamos debater realmente o assunto. Terá sido o jogador? A equipa técnica? Quem foi? Foi um jogador de pares, de singulares? Em que Grand Slam? É assim em todo o lado. Não faz sentido responder a algo que não passa de pura especulação”, afirmou.

“É um assunto muito sério e é muito importante mantermos a integridade do nosso desporto. Até onde isto pode ir? Quanto mais longe for, mais eu vou ficar surpreendido, não há dúvida sobre isso. Não é sobre as pessoas serem abordadas, mas antes o que elas fazem. Não há lugar para este tipo de comportamentos no nosso desporto. Não tenho nenhuma simpatia por esse tipo de pessoas”, atirou Federer.

Para o recordista de títulos do Grand Slam, a beleza do desporto está, precisamente, na sua imprevisibilidade e esse é um fator que tem de continuar a ser protegido. “A melhor maneira de o defender é dizer aos jogadores que eles não podem participar em torneios profissionais, se forem condenados por fraude”, acrescentou o helvético, lembrando que existe um lado positivo em todo o alvoroço que criou: “as autoridades vão intensificar os esforços para combater este flagelo”.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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