Federer sabe porque é que o ténis envelheceu a olhos vistos

Também no ténis, ou melhor, sobretudo no ténis os 30 são os novos 20. Ora vejamos: a média de idades do atual top 10 é 28,4, enquanto em 1992 era de 23,2. Em 1995, o jogador de 32 anos com melhor classificação ocupava o 124.º lugar do ranking, e, hoje, os elementos do top 3 têm 31, 36 e 30 anos, respetivamente. O último adolescente a vencer um Grand Slam, por exemplo, foi Rafael Nadal em 2005 (onde viria a ganhar mais nove), tinha então 19 anos.

Podíamos continuar por aí fora, mas vamos ao que nos trouxe aqui: Roger Federer e a sua fundamentada reflexão sobre as razões que fizeram com que o ténis envelhecesse (com charme) a olhos vistos nos últimos anos. É que, convenhamos, aos 36 anos, o número dois mundial, que é também o atual campeão do Open da Austrália e de Wimbledon, fala com vasto conhecimento de causa.

“Antes, muitos jogadores retiravam-se entre os 29 e os 32 anos, e agora a maioria retira-se entre os 31 e os 35 anos”, observou Federer após a sua vitória na primeira ronda do torneio de Xangai, na China. As razões, essas, vão do mais material ao mais prático. “Os prémios monetários têm vindo a aumentar e isso acaba por ser mais um incentivo para se continuar a jogar”.

“Os jogadores mantêm-se mais saudáveis durante a sua carreira porque viajam com massagista, fisioterapeuta e apostam mais na reabilitação. Os torneios no circuito também nos oferecem melhores serviços”, continuou.

“Viajar é mais fácil hoje em dia do que era há 30 anos. Conseguimos ter mais voos diretos. E tudo isso faz com que consigamos jogar durante mais tempo. E se os melhores jogadores do mundo – como o Rafa [Nadal], eu e o [Andre] Agassi – conseguem fazê-lo, isso vai inspirar as novas gerações a tentarem fazer o mesmo”, concluiu Federer.

 

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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