Chegar ao topo do ténis mundial é muito difícil, mas manter-se por lá muitos anos é ainda mais complicado. Por lesões – pequenas ou grandes – ou momentos menos positivos dentro e fora de court, alguns jogadores com muitas provas dadas têm-se vindo a afastar de um ranking condizente com a sua qualidade e procuram em 2016 escrever uma nova página positiva nas respetivas carreiras.

Mikhail Youzhny (127.º ATP)

Aos 33 anos, muitos dirão – e provavelmente de forma correta – que o melhor de Mikhail Youzhny já ficou para trás. Na Rússia, escreveu-se que o “Coronel” iria colocar um ponto final na carreira após terminada a temporada de 2015, mas não foi isso que aconteceu e o russo quer voltar a viver momentos felizes na próxima temporada. O ex-número oito mundial teve como melhor momento da última época a vitória num Challenger.

Dmitry Tursunov (sem ranking)

Outro russo, outro talento e uma situação ainda mais indefinida do que Youzhny. Tursunov deixou o ténis durante mais de um ano, devido a constantes problemas físicos que o impediam de competir em plenitude, mas voltou no final de 2015 para arrecadar um título de pares e voltar a perceber que o ténis ainda é a sua paixão. Quer voltar ao top-100 em 2016…

Radek Stepanek (198.º ATP)

A temporada de 2015 foi para a esquecer para outros dos jogadores mais veteranos do circuito, que somou lesões e problemas. Na próxima temporada quer voltar a encantar com o seu ténis ofensivo, ainda que seja provável que os seus maiores sucessos daqui para a frente surjam mais na variante de pares.

Janko Tipsarevic (407.º ATP)

Um dos rapazes mais azarados do circuito masculino volta a começar tudo do zero em 2016. O sérvio, antigo top-10, Um tumor no pé, com consequências que se foram multiplicando durante meses e lhe roubaram duas temporadas inteiras. Mas tem uma nova oportunidade ao virar da esquina e quer agarrá-la.

tipsarevic

Juan Martin Del Potro (590.º ATP)

E por falar em rapazes talentosos com azar… apresentamos-lhe o campeão dos azares. Juan Martin Del Potro, que aos 19 anos apresentava todas as condições para se tornar num dos grandes dominadores do circuito na década seguinte, tem visto a sua carreira ser constantemente travada por lesões nos dois pulsos. Pensou em deixar o ténis, mas está à beira de mais um regresso que se espera ser definitivo. E se for, o céu continua a ser o limite para o campeão do US Open 2009.

Sobre o autor
-

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social.
Jornalista do Jornal Record desde 2013.
Entrou no Bola Amarela em 2008 e ainda por aqui está, a escrever sobre a modalidade que verdadeiramente o apaixona.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *