Del Potro: «Sofri tanto que agora não me queixo de nada»

Juan Martin Del Potro regressou a Delray Beach, na Flórida, EUA, para fazer o que não fazia há praticamente um ano: disputar e vencer um encontro. Recuperado da terceira cirurgia ao pulso esquerdo, o argentino de 27 anos, campeão prova norte-americana em 2011, conquistou um pacífico triunfo em duas partidas (6-1 e 6-4) diante de Denis Kudla (35.º ATP).

Apesar de “estar muito nervoso antes do encontro”, Del Potro não demorou a sentir-se como que a jogar em casa. “A atmosfera foi genial. Parecia que estava a jogar em Buenos Aires, com toda a gente a apoiar-me. Era um embate muito importante para mim e vencer um encontro depois de onze meses é um presente do torneio para mim. Sei que se estiver saudável, o meu ténis voltará a ser perigoso”.


Estou impressionado com o nível a que joguei esta noite


Uma pancada que o jogador de Tandil foi doseando ao longo do embate, optando muitas vezes pelo slice ao invés de bater a esquerda a duas mãos. “Tendo com conta que foi o meu primeiro encontro, a esquerda teve bem. Estou impressionado com o nível a que joguei esta noite e por ter vencido desta forma depois de quase um ano sem jogar. Ganhar foi um alívio, depois de tanto tempo sem saber se podia voltar“, admitiu.

Quanto a dores, Del Potro diz não ter sentido nada que o deixe preocupado. “A mão está bem, não senti dores fora do normal. Sofri tanto, que agora não me queixo de nada”, afirmou o jogador de 1,98m, que assegurou continuar a viajar sem treinador, preocupando-se agora em “somar minutos no court e ter mais competência no seu jogo”.

O seu adversário na segunda ronda do ATP 250 é local Patrick Smith (135.º ATP), responsável por derrotar Ivo Karlovic. Um oponente que Del Potro legitimamente desconhece: “passei os últimos dois anos em casa a ver Os Simpsons”.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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