Bilhetes para ver o Argentina x Itália na Taça Davis chegaram aos 227 euros

Quase todas são as eliminatórias de Taça Davis em Portugal cuja entrada tem somente um preço simbólico ou é totalmente gratuita – a última edição, diante de Israel em pleno CIF, que encheu na sexta-feira e no sábado, foi um bom exemplo disso. Mas não é assim em todo o lado e, quando falamos de Grupo Mundial, a realidade é completamente diferente – de acordo com o site “Punto de Break“, a eliminatória entre a Argentina e a Itália, que se estendeu até segunda-feira devido à chuva, teve bilhetes a custar mais de 200 euros.

A eliminatória dizia respeito à primeira ronda do Grupo Mundial e colocou em court nada mais, nada menos que a equipa campeã em título da Taça Davis, mas nem por isso os jornalistas presentes no estádio concordaram com os vários preçários implementados tanto na bilheteira como dentro do recinto.

Danny Miche um dos jornalistas com quem o “Punto de Break” falou, diz que as condições do estádio, com algumas cadeiras sem encosto, não tinha a qualidade suficiente para a prática dos preços verificada, e diz que tal aconteceu “porque a Associação Argentina de Ténis precisa de se safar, dado que não tem um cêntimo. É uma pena, mas é o que há”.

Outro jornalista responsável por cobrir o ténis argentino, Fernando Grisolía, partilha a mesma opinião: “lamentavelmente a AAT não aproveitou como devia o facto de ter pela primeira vez a Argentina como campeã em casa. Num momento em que a economia do país não é a melhor, os preços para os encontros com a Itália foram extremamente caros”. Os bilhetes mais em conta eram de entrada diária, cujos preços começaram nos 35 euros, mas os bilhetes de acesso a toda a eliminatória tinham preços entre os 89 e os 227 euros.

Também dentro do próprio recinto, ficava caro beber uma cerveja (3 euros) ou um café (2,4 euros), por exemplo. A Argentina acabou por sair derrotada no último encontro da eliminatória, que terminou sob grande tensão entre a equipa italiana e os adeptos nas bancadas. Andreas Seppi terá despoletado algumas reações menos simpáticas.

Sobre o autor
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Licenciado em Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa. Jornalista da GQ Portugal e colaborador do Bola Amarela desde novembro de 2011, pouco tempo depois de começar a seguir mais atentamente o mundo do ténis. Pretende nunca mais parar.

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