Confissões de Federer: «Pensava que o Nadal iria desistir da digressão asiática»

Enquanto Rafael Nadal chegava a Xangai, carregando o volumoso troféu conquistado este domingo em Pequim, Roger Federer admitia em conferência de imprensa que foi com alguma surpresa que viu o seu arqui-rival viajar para a Ásia nesta fase final de temporada.

“Sinceramente, pensava que ele iria desistir de Pequim. Porque não? E que não iria jogar a digressão asiática“, começou por dizer o suíço de 36 anos aos jornalistas presentes na prova chinesa, como se pode ler na edição digital do jornal ‘Marca’. Com a conquista de dois Grand Slams e mais outros três títulos, Nadal, defende Federer, “não tinha nenhuma necessidade de puxar o seu corpo até ao limite, mas o que acontece é que o Rafa é um super-profissional”.

Quanto ao triunfo do espanhol de 31 anos na capital chinesa, o segundo consecutivo em piso rápido depois do título no Open dos Estados Unidos, Federer diz não ter nada de inesperado. “O Rafa joga sempre bem em piso rápido e já estava a jogar a um grande nível no Open da Austrália. A questão é que como ganhou 10 vezes em Roland Garros parece que os seus resultados em superfícies duras não são suficientes, mas são”, frisou o helvético.

Ao contrário de Nadal, que passou por Pequim antes de chegar a Xangai, Federer vai disputar o seu primeiro torneio desde o Grand Slam nova-iorquino, e o objetivo é lutar pelo título, sem despender demasiada energia a pensar na liderança do ranking.

“Quando perdi no Open dos Estados Unidos disse a mim mesmo que não era realista pensar em acabar o ano no primeiro lugar do ranking, porque precisava de ganhar Xangai, Basileia, Paris-Bercy e o Masters [ATP Finals], sem contar que o Rafa estava a jogar bem e que iria conseguir resultados como os que tem alcançado. Até ao final do ano vou tentar ganhar mais um ou dois títulos”, delineou Federer.

 

 

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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