Carreno-Busta: «Sinto-me a jogar em casa em Portugal»

“Vou tentar levantar este título que me tem escapado”. De admirar seria que assim não fosse, ou não tivesse Pablo Carreno-Busta atingido esta sexta-feira as meias-finais do Millennium Estoril Open pela terceira vez consecutiva (e também em 2013, mas no Jamor), tendo chegado no ano passado à final.

“A primeira vez que vim, tinha um ranking bastante baixo, estava a crescer, a subir no ranking”, relembra. “Entretanto, evolui muito. Sabia que podia fazer grandes coisas no ranking ATP e a verdade é que sempre que joguei aqui me senti bem. Sinto-me a jogar em casa em Portugal. As condições dos courts assentam-me bem, tenho conseguido grandes resultados. Este ano, chego com um dos melhores ranking da minha carreira e primeiro cabeça-de-série”.

Argumentos que ganham peso se olharmos para o seu adversário de hoje, Nicolas Almagro, com quem protagonizou uma final memorável no ano passado. “Com o vento e com o court praticamente sem terra foi muito complicado jogar, e acho que isso afetou a qualidade do encontro, que em nada se pode comprar com a final do ano passado. Foi difícil para os dois. O Nico começou a jogar muito bem no segundo set, a ser muito agressivo, a fazer winners mas consegui voltar a dominar o encontro e a mandar nos pontos”, analisou.

Para chegar novamente à final, o atual número 21.º mundial terá de passar pelo terceiro espanhol esta semana (defrontou Tommy Robredo na primeira ronda), David Ferrer. “Jogar com o David vai ser especial. O David é um grande jogador, que eu vi jogar muito enquanto crescia. Tenho uma boa relação com ele. Vai ser um jogo muito difícil, nada fácil de jogar”, anteviu.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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